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29 agosto 2026
𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐣𝐮𝐧𝐭𝐚 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐩𝐚𝐫𝐢𝐠𝐚𝐬 𝐞 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐧𝐚 𝐆𝐮𝐢𝐧𝐞́-𝐁𝐢𝐬𝐬𝐚𝐮
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História
04 agosto 2026
Nova instalação da Diretoria da Província Leste da Polícia Judiciária reforça a presença da justiça na região leste da Guiné-Bissau
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História
01 agosto 2026
Dia da Mulher Africana assinalado com apelo ao reforço da liderança, participação política e proteção das mulheres nas zonas transfronteiriças
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Guiné-Bissau
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 na Guiné-Bissau.
Publicação
30 abril 2026
Relatório Anual de Resultados 2025
Em 2025, as Nações Unidas na Guiné-Bissau alcançaram avanços significativos no desenvolvimento sustentável e na melhoria das vidas em todo o país.Para fortalecer a governação, ampliar direitos e trazer dignidade e oportunidades às famílias em todo o território, as Nações Unidas apoiaram os sistemas de governação e identidade. Mais de 2,4 milhões de registos civis foram digitalizados e mais de 40.000 nascimentos registados, garantindo que cada criança tenha uma identidade legal e acesso a serviços essenciais.Ao mesmo tempo, os investimentos no capital humano produziram resultados concretos: quase 200.000 estudantes beneficiaram de programas de alimentação escolar, enquanto iniciativas de saúde expandiram a vacinação, a prevenção da malária e a preparação para emergências. Estes esforços estão a construir um futuro mais saudável e resiliente para as crianças e comunidades da Guiné-Bissau.A transformação económica também ganhou impulso. A cooperação da ONU apoiou cadeias de valor agrícolas locais, reabilitou terras agrícolas e ligou pequenos agricultores a programas de alimentação escolar. Estas iniciativas reforçaram a segurança alimentar, fortaleceram os meios de subsistência rurais e promoveram práticas inteligentes para o clima, essenciais para um crescimento sustentável.Em conjunto, estas conquistas refletem o compromisso inabalável da ONU em estar ao lado do povo da Guiné-Bissau, garantindo que o progresso seja inclusivo, resiliente e sustentável.
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História
13 fevereiro 2026
A ONU felicita os três jornalistas guineenses distinguidos com o Prémio Jornalismo e Direitos Humanos 2025
No dia 10 de fevereiro, três jornalistas guineenses foram distinguidos com o Prémio Jornalismo e Direitos Humanos 2025, promovido pelo Consórcio Casa dos Direitos, em parceria com a Cooperação Portuguesa e a União Europeia, no âmbito da 12.ª edição da Quinzena dos Direitos.Os premiados desta edição foram:Aminata Seide – Rádio Djumbai FMAdelina de Barros – Jornal Nô PintchaLamine Mané – Rádio Galáxia de PindjiguitiForam reconhecidos pelo seu compromisso em dar voz às comunidades, denunciar injustiças e promover a dignidade humana. Durante a cerimónia, várias personalidades destacaram a importância do jornalismo livre na construção de uma sociedade mais justa:Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou para os desafios profundos enfrentados pelos jornalistas: precariedade laboral, falta de meios e dificuldades financeiras.ACEP reforçou a necessidade de proteger o espaço cívico e fortalecer a democracia.ONU sublinhou que o jornalismo tem sido essencial para denunciar injustiças, dar voz à comunidades marginalizadas e inspirar políticas inclusivasUE lembrou que os jornalistas são defensores dos direitos humanos e apelou a medidas concretas para proteger a liberdade de expressão.Portugal destacou que informar com rigor e humanidade é um ato de responsabilidade e compromisso com os direitos humanos.Importa destacar que as jornalistas Aminata Seide e Adelina de Barros participaram, em julho de 2025, numa formação especializada sobre prevenção da violência e identificação de discursos de ódio durante o período eleitoral, organizada pelo Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau.A cerimónia reafirmou o papel essencial da imprensa livre na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento da democracia na Guiné Bissau.Que este reconhecimento seja inspiração para continuar a informar com coragem, ética e humanidade.#jornalismo #direitoshumanos #GuinéBissau #LiberdadeDeImprensa #QuinzenaDosDireitos #ONU
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História
10 fevereiro 2026
ONU avalia gestão de resíduos em Antula e Safim com foco em soluções sustentáveis
Reafirmando o compromisso contínuo das Nações Unidas em fortalecer as capacidades nacionais, apoiar soluções sustentáveis e melhorar as condições de vida da população, uma equipa da ONU, composta pela Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas, pela Representante do PNUD e por técnicos ambientais, realizou no dia 9 de fevereiro uma visita conjunta aos vazadouros de Antula e Safim. O principal motivo desta visita foi observar, no terreno, a aplicação do Método Fukuoka, uma tecnologia japonesa inovadora para a gestão de resíduos, implementada com o apoio de especialistas do Japão, bem como avaliar de perto a situação ambiental crítica decorrente da má gestão dos resíduos sólidos urbanos e das suas consequências para a saúde pública, o ambiente e os ecossistemas costeiros.Durante a visita, a delegação manteve um diálogo direto com catadores e compradores de resíduos no vazadouro de Safim, reforçando a importância da economia circular, da valorização dos materiais recicláveis e da promoção de meios de subsistência mais dignos. Esta iniciativa é implementada pelo PNUD em parceria com a UN‑Habitat, com financiamento do Governo do Japão.
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História
24 outubro 2025
80 Anos das Nações Unidas: Celebrados com o Povo da Guiné Bissau
Em 2025, as Nações Unidas assinalaram 80 anos de compromisso global com a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Na Guiné‑Bissau, este aniversário foi celebrado de uma forma profundamente inclusiva: viajando pelo país e encontrando as populações onde elas estão. Entre 10 e 23 de outubro de 2025, a ONU, em parceria com o grupo cultural Netos de Bandim, realizou uma caravana cultural e institucional que percorreu oito regiões, levando diálogo, arte e informação sobre o mandato das Nações Unidas a algumas das comunidades mais remotas e vulneráveis do país. A caravana visitou os lumus (mercados tradicionais) de Quinhamel, Bula, Pitche, Bantandjam, Quebo, Bolama, Buba e Mansoa, criando espaços de conversa aberta sobre desafios de desenvolvimento, aspirações e realidades do quotidiano. Esta abordagem reforçou uma das mensagens centrais da celebração dos 80 anos: as Nações Unidas existem para servir os povos, e o desenvolvimento é mais eficaz quando construído com as comunidades, e não apenas para elas. Ao longo de todas as etapas, os cidadãos partilharam mensagens poderosas que evidenciam as suas prioridades e necessidades imediatas:Acesso a serviços sociais básicosAs comunidades sublinharam a urgência de melhorar serviços essenciais: água potável, eletricidade, cuidados de saúde e educação de qualidade, incluindo a construção e reabilitação de escolas, hospitais e jardins infantis. Muitas localidades alertaram para a falta de carteiras, salas adequadas e a necessidade de programas de alfabetização para mulheres e adultos. Infraestruturas e mobilidadeA inexistência de infraestruturas adequadas foi identificada como uma barreira crítica ao progresso. Foram destacados a necessidade de estradas pavimentadas, melhor transporte marítimo e melhorias nos mercados para facilitar deslocações, trocas comerciais e acesso a serviços essenciais. Agricultura, segurança alimentar e meios de subsistênciaEm zonas agrícolas, a população pediu apoio para a reabilitação das bolanhas, fornecimento de sementes, ferramentas, tratores e gestão pecuária. Foram igualmente referidas melhores condições para a produção e exportação de produtos hortícolas e caju. A luta contra a fome e o reforço da segurança alimentar surgiram como prioridades amplamente partilhadas. Emprego jovem e oportunidadesOs jovens solicitaram formação profissional, oportunidades de emprego e iniciativas que os ajudem a contribuir para o desenvolvimento local, reduzindo vulnerabilidades como o consumo de drogas e a migração irregular. A criação de espaços juvenis e programas vocacionais foi um apelo frequente. Empoderamento das mulheres e inclusão económicaAs mulheres — especialmente horticultoras e vendedoras — pediram acesso ao microcrédito, apoio ao desenvolvimento de pequenos negócios e melhores oportunidades para expandir as suas atividades agrícolas e comerciais. Também sublinharam a importância da alfabetização e de programas de capacitação adaptados às suas realidades. Inclusão das pessoas com deficiênciaEm várias comunidades, foi destacada a necessidade de maior atenção aos direitos e inclusão das pessoas com deficiência, incluindo a acessibilidade aos serviços públicos e maior sensibilização nas instituições locais. Paz, coesão social e proteçãoAs comunidades expressaram um forte desejo de paz, coesão social e segurança, reconhecendo estes elementos como fundamentais para o bem‑estar coletivo. Foram compartilhadas preocupações com o consumo de drogas entre jovens, a proteção de mulheres e crianças e a importância de mecanismos que promovam harmonia e convivência pacífica. Governança e participaçãoOs cidadãos defenderam maior descentralização, incluindo a realização das eleições autárquicas, melhorias na administração pública e uma distribuição mais justa de bens públicos e assistência social. Reforçaram a importância da transparência, da responsabilização e de instituições sólidas capazes de entregar serviços eficazes. Estas vozes e prioridades irão orientar a formulação do próximo Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento, garantindo que as aspirações da população guineense permanecem no centro da ação conjunta com o Governo. As comemorações culminaram em Bissau, com um encontro sobre paz e cooperação no Centro Cultural Franco‑Bissau‑Guineense, seguido de um evento cultural vibrante na Praça de Bandim, que reuniu milhares de pessoas. Este momento simbolizou o espírito do 80.º aniversário: a ação local como motor do progresso global, reafirmando que as Nações Unidas estão presentes em todas as regiões, todas as aldeias e em cada cidadão que acredita na dignidade, na justiça e num futuro melhor para todos. Juntos — comunidades, Governo, parceiros e Nações Unidas — continuamos a trabalhar por uma Guiné‑Bissau mais inclusiva, mais resiliente e onde ninguém fica para trás.
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01 abril 2026
Relatório da LGDH reforça compromisso com os direitos humanos na Guiné-Bissau
O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau e a Coordenadora Residente das Nações Unidas Guiné-Bissau tiveram a honra de se juntar hoje a defensores dos direitos humanos e atores da sociedade civil para o lançamento do relatório da LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau (2023-2025), apoiado pelo Camões - Instituto da Coopera;\ao e da L]ingua, I.P. Uma ocasião oportuna para reafirmarmos conjuntamente o nosso compromisso em acompanhar o país e o seu povo rumo a um futuro onde os #direitoshumanos de todas as pessoas sejam respeitados e defendidos. O relatório ecoa as conclusões da recente #RevisãoPeriódicaUniversal da Guiné-Bissau.#UniaoEuropeiaNaGuineBissau #onuguinébissau #UEnaGuineBissau50 #EUDiplomacy #StrongerTogether
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29 agosto 2026
𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐣𝐮𝐧𝐭𝐚 𝐫𝐞𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐚𝐩𝐚𝐫𝐢𝐠𝐚𝐬 𝐞 𝐦𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐧𝐚 𝐆𝐮𝐢𝐧𝐞́-𝐁𝐢𝐬𝐬𝐚𝐮
No dia 29 de julho, a Ministra da Mulher e Solidariedade Social realizou uma visita conjunta com a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas Guiné-Bissau e a Representante do UNFPA Guiné-Bissau ao centro da 𝐀𝐌𝐈𝐂 (𝐀𝐬𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐀𝐦𝐢𝐠𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐂𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚) — uma instituição dedicada à proteção, acolhimento e reintegração social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Durante a visita, foram destacados os apoios recentes do #UNFPA para reforçar a capacidade de resposta e o bem-estar dos acolhidos no centro:● Reabilitação da cozinha e do forno.● Obras de melhoria nos quartos e casas de banho.● Reabilitação e equipamento de um espaço apropriado para o 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐭𝐞𝐧𝐝𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐠𝐫𝐚𝐝𝐨 (𝐎𝐧𝐞 𝐒𝐭𝐨𝐩 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞) — um serviço centralizado que oferece, no mesmo local, assistência médica, psicológica, social e jurídica a sobreviventes de violência baseada no género e abusos.● Disponibilização de uma 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨́𝐥𝐨𝐠𝐚 𝐝𝐞𝐝𝐢𝐜𝐚𝐝𝐚 para assegurar acompanhamento e apoio de saúde mental contínuo.Com estas intervenções, reforçamos o nosso compromisso — em parceria com o Ministério da Mulher e Solidariedade Social e demais parceiros — de garantir espaços seguros, dignos e com cuidados especializados para quem mais precisa. Juntos por uma Guiné-Bissau sem violência e com oportunidades para todas as raparigas e mulheres!
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04 agosto 2026
Nova instalação da Diretoria da Província Leste da Polícia Judiciária reforça a presença da justiça na região leste da Guiné-Bissau
A nova instalação da Diretoria da Província Leste da Polícia Judiciária foi inaugurada em Bafatá, representando um passo importante para reforçar a presença dos serviços de justiça e segurança na região leste da Guiné-Bissau.Quando os serviços de justiça estão presentes em todo o território, o Estado está mais próximo dos cidadãos. Isso significa uma maior capacidade para prevenir e investigar o crime, responder aos desafios de segurança e assegurar que mulheres, homens e crianças possam contar com instituições eficazes, acessíveis e capazes de proteger os seus direitos. É assim que se fortalece o Estado de Direito e a confiança entre os cidadãos e as instituições públicas.A construção da nova sede provincial resultou de um cofinanciamento entre o Estado da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF), refletindo um compromisso conjunto com o fortalecimento das capacidades do setor da justiça e segurança. O apoio das Nações Unidas foi assegurado através do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que mobilizaram experiência técnica nas áreas da governação, justiça, segurança e combate ao crime organizado transnacional. Esta iniciativa insere-se nos esforços desenvolvidos ao longo dos últimos anos para reforçar a capacidade das instituições nacionais na prevenção e resposta ao tráfico de drogas, ao crime organizado transnacional e ao tráfico de pessoas. A inauguração da nova Diretoria da Província Leste constitui mais um exemplo de como a apropriação nacional, aliada a parcerias estratégicas, pode contribuir para instituições públicas mais fortes, mais próximas das populações e mais capazes de responder aos desafios da segurança, da justiça e da construção de uma paz duradoura na Guiné-Bissau.
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01 agosto 2026
Dia da Mulher Africana assinalado com apelo ao reforço da liderança, participação política e proteção das mulheres nas zonas transfronteiriças
O Dia da Mulher Africana, celebrado a 31 de julho, foi assinalado na Guiné-Bissau com a realização do Workshop Regional “Mulheres e Espaços Transfronteiriços: Liderança, Coesão Social e Governança Territorial”, que reuniu autoridades nacionais e regionais, mulheres líderes, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau e do Senegal.O evento foi organizado pelo Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social, pela Rede Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço CEDEAO (REPSFECO) e pela Partners West Africa (PWA), no âmbito da promoção da agenda Mulheres, Paz e Segurança e do fortalecimento da cooperação transfronteiriça. Entre os principais resultados do encontro destaca-se a assinatura de uma Declaração Conjunta pelos Governadores das regiões de Boké, Gabú, Cacheu, Ziguinchor, Kolda e Bafatá, reforçando o compromisso com a cooperação regional, a coesão social e a segurança nas zonas fronteiriças.Os debates de alto nível centraram-se no papel das mulheres rurais na economia transfronteiriça, na prevenção de conflitos, na mediação comunitária e na construção da paz, reconhecendo a contribuição fundamental das mulheres para o desenvolvimento sustentável da sub-região. O encontro culminou com a adoção de recomendações e de um plano de ação para promover os direitos das mulheres, reforçar a sua proteção e ampliar a sua participação nos processos de tomada de decisão.O Sistema das Nações Unidas reiterou que o empoderamento das mulheres continua a ser uma condição essencial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e reforçar a paz e a prosperidade. O Sistema das Nações Unidas destacou quatro prioridades fundamentais:Reforçar o empoderamento económico das mulheres, através do acesso ao financiamento, formação, tecnologia e mercados;Assegurar a participação plena, efetiva e significativa das mulheres nos processos de tomada de decisão e na vida política, promovendo uma representação mais equilibrada nos órgãos de governação;Fortalecer a participação das mulheres nos mecanismos de prevenção de conflitos, mediação e construção da paz;Reforçar a proteção das mulheres e raparigas, garantindo que nenhuma seja deixada para trás.A celebração do Dia da Mulher Africana reafirmou que as mulheres são agentes essenciais de transformação, liderança e estabilidade, e que o seu papel deve estar no centro das estratégias de desenvolvimento, paz e governação da região.
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28 julho 2026
O Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas apoia o Ministério da Energia no reforço das capacidades em pensamento sistémico e planeamento por cenários para políticas energéticas
O Ministério da Energia concluiu com sucesso um workshop de formação de um dia sobre Pensamento Sistémico, Prospetiva Estratégica e Planeamento por Cenários para Políticas Energéticas Integradas, capacitando os seus técnicos com ferramentas práticas para reforçar o planeamento energético de longo prazo e a implementação de políticas na Guiné-Bissau.O workshop, facilitado pelo Economista do Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas (RCO), foi organizado pela Direção-Geral da Energia, a pedido do seu Diretor-Geral, Mohamadu Baldé, com o objetivo de reforçar as capacidades dos técnicos responsáveis pela elaboração e implementação da Política Nacional de Energia (2026-2035) e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural.A formação reuniu especialistas da equipa do Sistema Nacional de Informação Energética, incluindo representantes da Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Ministério dos Recursos Naturais e do Ministério da Energia.O workshop apresentou aos participantes o pensamento sistémico e a prospetiva estratégica como abordagens práticas para responder à crescente complexidade do setor energético. Através de apresentações, debates e exercícios de grupo interativos, os participantes analisaram a forma como fatores como o crescimento populacional, as alterações climáticas, a integração regional dos sistemas elétricos, a inovação tecnológica, as limitações de financiamento e a capacidade institucional interagem para moldar o futuro energético da Guiné-Bissau.Utilizando a Política Nacional de Energia e a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural como estudos de caso, os participantes aprenderam a mapear o sistema energético nacional, identificar ciclos de retroalimentação e pontos de alavancagem, avaliar os fatores de mudança que poderão influenciar o futuro e desenvolver cenários alternativos para testar a resiliência das políticas atuais perante diferentes contextos.Uma das principais mensagens da formação foi que o planeamento energético deve ir além da previsão de um único futuro e preparar-se para múltiplos futuros plausíveis. Os participantes exploraram de que forma o planeamento por cenários pode ajudar o Governo a conceber estratégias de investimento mais robustas, melhorar a coordenação entre instituições e reforçar a resiliência face a choques externos, como a volatilidade dos preços dos combustíveis, eventos climáticos extremos e mudanças nos mercados regionais de eletricidade.O workshop foi altamente participativo e recebeu uma avaliação muito positiva dos participantes, que destacaram a relevância prática do pensamento sistémico e da prospetiva estratégica para as prioridades energéticas da Guiné-Bissau. Os exercícios contribuíram igualmente para fortalecer a colaboração entre as instituições responsáveis pelo planeamento energético, gestão de dados e desenvolvimento de infraestruturas.A formação representa um passo importante para o fortalecimento das capacidades nacionais em matéria de planeamento energético adaptativo e baseado em evidências. À medida que a Guiné-Bissau avança na implementação da sua Política Nacional de Energia e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, espera-se que as metodologias apresentadas durante o workshop contribuam para uma tomada de decisões mais integrada, políticas mais resilientes e uma maior capacidade do país para antecipar e responder aos desafios e oportunidades futuras do setor energético.O Ministério da Energia reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo das capacidades institucionais e com a integração do pensamento sistémico, da prospetiva estratégica e do planeamento por cenários nos futuros processos de formulação, implementação e monitorização de políticas energéticas. O Ministério manifestou igualmente o seu interesse em continuar a trabalhar com o Sistema das Nações Unidas e os seus parceiros para reforçar as capacidades nacionais nesta área.
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23 julho 2026
Proteger Famílias, Salvar Vidas: Como a Parceria Tornou Possível e Bem-Sucedida a Campanha Nacional de Distribuição de Mosquiteiros na Guiné-Bissau
Todas as mulheres grávidas e lactantes, todas as crianças e todos os membros de uma família devem poder dormir em segurança durante a noite, protegidos contra o paludismo. No entanto, na Guiné-Bissau, o paludismo continua a ameaçar esse direito fundamental. Só em 2025, foram registados 114.000 casos de paludismo e mais de 220 pessoas perderam a vida, incluindo 45 crianças menores de cinco anos. Por detrás de cada número há uma família, uma comunidade e um futuro afetados por uma doença que pode ser prevenida. É por isso que a Campanha Nacional de Distribuição de Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração, conhecida como Campanha MILDA, é tão importante. Não se trata apenas de uma operação de distribuição; é uma das mais importantes intervenções de saúde pública do país e um exemplo concreto do que pode ser alcançado quando liderança nacional, conhecimento técnico, financiamento, logística, inovação digital e envolvimento comunitário se unem em torno de um objetivo comum: proteger a população contra o paludismo. Uma das formas mais eficazes de prevenir o paludismo é a utilização correta e consistente de mosquiteiros tratados com inseticida. De acordo com o Inquérito Nacional sobre Indicadores do Paludismo de 2023, 87 por cento da população e 88 por cento das crianças menores de cinco anos dormiram debaixo de um mosquiteiro tratado com inseticida na noite anterior ao inquérito. Contudo, com cerca de 84 por cento da população atualmente a dormir debaixo de mosquiteiros, a Guiné-Bissau continua abaixo da meta regional de 95 por cento.Fechar esta lacuna exige mais do que entregar mosquiteiros. Exige chegar a todos os agregados familiares, incluindo as comunidades mais remotas; assegurar que as famílias saibam quando e onde levantar os seus mosquiteiros; e reforçar a mensagem de que utilizar corretamente o mosquiteiro todas as noites pode salvar vidas.Realizada de três em três anos, a Campanha MILDA é a maior operação de saúde pública da Guiné-Bissau. A campanha de 2026 distribuiu mais de 1,2 milhões de mosquiteiros a mais de 400.000 agregados familiares em todo o país, incluindo famílias que vivem em zonas de difícil acesso.Uma operação desta dimensão não acontece por acaso. Exige planeamento detalhado, cadeias de abastecimento fiáveis, equipas formadas, comunicação clara, sistemas de dados robustos e uma coordenação estreita entre instituições nacionais, parceiros de desenvolvimento e agências das Nações Unidas.A campanha é liderada pelo Ministério da Saúde Pública, através do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), com financiamento do Fundo Global e apoio operacional e logístico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. A campanha beneficia ainda da orientação técnica e normativa da Organização Mundial da Saúde, do apoio logístico do Programa Alimentar Mundial, e do apoio do UNICEF na mobilização comunitária e na Comunicação para Mudança Social e de Comportamento. Em conjunto, estas contribuições mobilizaram mais de 3.000 pessoas em todo o país e transformaram uma complexa operação nacional numa resposta coordenada de saúde pública.Durante a distribuição, os agregados familiares apresentaram senhas que foram digitalmente lidas antes da entrega dos mosquiteiros, de acordo com a dimensão de cada família. Esta abordagem reforçou a organização, a transparência e a eficiência, ajudando as equipas a acompanhar o progresso e a responder com maior rapidez aos desafios operacionais.Uma Campanha, Competências ComplementaresA força da campanha reside na forma como cada parceiro colocou uma competência específica ao serviço de uma prioridade nacional comum.Enquanto Recipiente Principal da subvenção do Fundo Global para o paludismo, o PNUD desempenhou um papel central no planeamento, financiamento e implementação da campanha. Geriu os recursos que apoiaram a operação, contribuiu para a aquisição e distribuição de mais de 1,4 milhões de mosquiteiros tratados com inseticida através de aproximadamente 1.400 pontos de distribuição, e trabalhou em estreita colaboração com o Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) para organizar e financiar a formação de agentes e supervisores da campanha em todas as regiões. Uma característica marcante da campanha de 2026 foi a utilização, pela primeira vez em todo o país, de ferramentas digitais. Com base no pré-registo dos agregados familiares e nos dados demográficos nacionais do Quarto Recenseamento Geral da População e Habitação, o PNUD apoiou a introdução de sistemas que melhoraram o planeamento, a rastreabilidade e a monitorização em tempo real. Esta abordagem digital reforçou a prestação de contas e permitiu às equipas acompanhar a implementação de forma mais próxima.A logística foi igualmente determinante. Para transportar os mosquiteiros em todo o país e posicioná-los mais perto das comunidades, o PNUD recorreu à infraestrutura logística do PAM, alugando capacidade de armazenamento em Bafatá. O PAM também apoiou a garantia de qualidade, monitorizando as operações de carregamento, verificando as quantidades expedidas e acompanhando possíveis perdas — uma contribuição essencial num país onde a distância e as dificuldades de acesso podem determinar se os serviços chegam às famílias a tempo.A contribuição do UNICEF centrou-se nas pessoas: as famílias que precisavam de saber por que razão, quando e como utilizar os mosquiteiros. Através de intervenções de Comunicação para Mudança Social e de Comportamento e de parcerias com rádios comunitárias, o UNICEF apoiou a divulgação de mensagens sobre datas de distribuição, pontos de levantamento e procedimentos, promovendo simultaneamente a utilização correta e consistente dos mosquiteiros todas as noites. A OMS prestou apoio estratégico, técnico e normativo ao longo de toda a campanha. Com base em evidências científicas e normas internacionais, a OMS apoiou o Ministério da Saúde Pública no alinhamento da campanha com estratégias de prevenção e controlo do paludismo baseadas em evidências. A OMS também promoveu a utilização de dados de qualidade para a tomada de decisões e apoiou a integração da campanha no programa nacional mais amplo de controlo do paludismo.Parcerias que Geram ResultadosA Campanha MILDA recorda-nos que as parcerias são mais fortes quando são práticas, coordenadas e orientadas para resultados. Mais do que uma operação de distribuição de mosquiteiros, a campanha demonstra como a liderança partilhada e competências complementares podem transformar o compromisso nacional em proteção concreta para milhões de pessoas.
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Comunicado de Imprensa
08 março 2026
Secretário-Geral da Nações Unidas sobre o Dia Internacional da Mulher: Oito ações para um mundo mais igualitário.
No decurso de quase uma década como Secretário-Geral das Nações Unidas vi o nosso mundo ser repetidamente posto à prova - por choques climáticos, agravamento da pobreza, conflitos violentos e redução do espaço cívico.No entanto, também testemunhei o surgimento de muitas soluções, todas elas com um denominador comum: as mulheres.Nesta ocasião em que o mundo assinala o Dia Internacional da Mulher, é tempo de reconhecer que a desigualdade de género é o maior desafio de direitos humanos que enfrentamos e que a promoção da igualdade constitui um dos motores mais fortes do desenvolvimento sustentável e da paz.Para enfrentar esse desafio, e com base na minha própria experiência e inspirando-me no trabalho do sistema das Nações Unidas e de movimentos da sociedade civil em todo o mundo, proponho oito áreas de ação destinadas a promover os direitos das mulheres e a alcançar resultados concretos.1. Corrigir os Desequilíbrios de Poder. A igualdade de género é uma questão de poder, mas as instituições dominadas por homens continuam a moldar o nosso mundo. Uma maré crescente de autoritarismo está a aprofundar estas desigualdades, revertendo conquistas arduamente alcançadas – de práticas laborais justas a direitos reprodutivos – e enraizando preconceitos raciais e de género que limitam a vida das mulheres. A igualdade de género eleva as sociedades. Quando o poder é partilhado, a liberdade expande-se.2. Fazer da Paridade uma Prioridade. As mulheres estão extremamente sub-representadas em governos e administrações empresariais em todo o mundo. Na ONU, decidimos fazer da paridade uma prioridade, começando pela liderança de topo. Alargámos a procura de candidatas qualificadas – sem baixar padrões de exigência. A ONU saiu fortalecida, com uma melhor cultura de trabalho e um processo de tomada de decisões mais inclusivo. A lição é clara: quando as instituições optam pela igualdade, os resultados aparecem. 3. Apostar no Investimento Mais Rentável. O investimento nas mulheres gera retornos extraordinários. Cada dólar investido na educação de meninas, resulta num retorno três vezes superior. No âmbito da saúde materna e do planeamento familiar, a rentabilidade ascende a oito vezes o investimento. As políticas de apoio às famílias – como cuidados infantis e apoio a idosos – fortalecem as comunidades e estimulam o crescimento. Em conjunto, todos estes esforços estão na base da redução das desigualdades de género – e encerram o potencial de aumentar o rendimento nacional em cerca de 20%.4. Assegurar um lugar à mesa de negociações de Paz. Os acordos de paz são mais duradouros quando as mulheres participam na sua negociação e aplicação. No entanto, em demasiados conflitos – incluindo Gaza, Ucrânia e Sudão – as mulheres têm sido praticamente afastadas, apesar de suportarem o maior fardo da guerra. Num tempo de crescente instabilidade, a inclusão não é uma mera exigência simbólica – mas a melhor via para estabilizar um mundo fraturado.5. Acabar com a Discriminação Legal. À escala global, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais usufruídos pelos homens. Em demasiados lugares, não podem deter propriedade, trabalhar livremente ou pedir o divórcio. Mesmo em muitos países onde vigoram algumas garantias jurídicas, enfrentam barreiras acrescidas no acesso à justiça. Todos os países devem assumir o compromisso de eliminar leis discriminatórias e garantir que os direitos são efetivamente aplicados na prática.6. Tolerância Zero para com a Violência de Género - e Zero Desculpas. A violência contra as mulheres é uma emergência global, enraizada na desigualdade e sustentada pelo silêncio. Todas as mulheres e meninas têm o direito de viver sem medo. Contudo, a violência baseada no género – incluindo exploração e abuso sexual – continua a ser uma realidade que viola a confiança e o respeito pela humanidade. Devemos enfrentá-la em todo o lado: com tolerância zero, total responsabilização dos perpetradores e apoio inabalável às sobreviventes.7. Eliminar distorções no setor tecnológico. Dado que as mulheres representam apenas um quarto do total dos profissionais no setor tecnológico, o preconceito está cada vez mais integrado nos sistemas que moldam o nosso quotidiano. Entretanto, a misoginia online dispara. As empresas tecnológicas e os governos devem agir em conjunto para criar espaços digitais seguros e inclusivos e o mundo deve redobrar esforços para remover as barreiras que impedem às meninas o acesso à ciência e à tecnologia. 8. Integrar a perspetiva de Género na Ação Climática. As alterações climáticas são “sexistas”. Quando geram crises alimentares, verifica-se que, muitas vezes, as mulheres são as últimas a ter acesso a alimentos; quando geram situações de emergência verifica-se que as mulheres enfrentam maior perigo. Acresce que que as meninas deparam-se com uma maior probabilidade de casamento infantil quando os meios de subsistência colapsam. Mas as mulheres também lideram soluções climáticas – promovendo legislação verde, impulsionando movimentos globais e liderando mudanças no terreno. Um planeta habitável exige políticas climáticas sensíveis ao género: igual acesso a empregos verdes, melhor proteção em situações de emergência e participação plena na tomada de decisões ambientais.Por todo o mundo, vi que estas oito áreas de ação funcionam na prática – em zonas de guerra e em contextos de reconstrução, em parlamentos e em salas de aula, em organizações e em comunidades. Se os líderes levarem a sério a igualdade de género e se comprometerem com estas ações agora, mudaremos o mundo – para as mulheres e meninas e para todos nós.
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Comunicado de Imprensa
06 fevereiro 2026
Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina
Hoje assinalamos o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, sob o lema “Rumo a 2030: Não há fim para a MGF sem compromisso e investimentos sustentáveis”.A mutilação genital feminina (MGF) é uma grave violação dos direitos humanos, com consequências físicas, psicológicas e sociais ao longo de toda a vida. Globalmente, mais de 230 milhões de meninas e mulheres vivem com os seus impactos.Na Guiné-Bissau, estima se que 400.000 meninas e mulheres tenham sido submetidas à MGF, com taxas alarmantes de prevalência em Gabú (96%), Bafatá (87%) e Quinara (59%). Sem uma ação acelerada, metade das meninas poderá estar em risco nos próximos anos.Pôr fim à MGF exige investimento sustentável e de longo prazo, nomeadamente em:• Educação das raparigas, garantindo que todas têm acesso às oportunidades e ao conhecimento necessários para decidirem sobre o seu próprio futuro.• Empoderamento de adolescentes e jovens, fortalecendo a sua capacidade de questionar práticas nocivas e promover a igualdade de género.• Transformação das normas sociais, através do trabalho com comunidades, líderes religiosos e tradicionais, famílias e agentes locais, para mudar atitudes e comportamentos.• Amplificação das vozes das sobreviventes, assegurando que as suas experiências orientam políticas e ações comunitárias. #invest2endfgm #EndFGM #GuinéBissau #DireitosDasMulheres #TolerânciaZeroMGF
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Comunicado de Imprensa
26 dezembro 2025
Declaração à Imprensa – Detenções Arbitrárias na Guiné-Bissau
A libertação, na terça-feira, de seis figuras da oposição detidas na Guiné-Bissau é um passo encorajador. No entanto, é necessário fazer mais. As autoridades devem pôr fim a todas as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos contra defensores dos direitos humanos e restrições às liberdades de expressão, associação e reunião pacífica.O nosso Escritório teve acesso a quatro indivíduos detidos na semana passada, o que constitui um passo importante. Contudo, as famílias de vários outros detidos continuam sem informações sobre o seu destino, paradeiro ou acusações contra eles. Isto pode equivaler a desaparecimento forçado. Apelamos aos atores responsáveis para que assegurem a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas pelo exercício dos seus direitos humanos.FIMhttps://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/12/guinea-bissau-authorities-must-end-arbitrary-detentions-and-all-forms?fbclid=IwY2xjawO7o7RleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEexrwMzZc5wSuWndn5omio-GfqO6--oJo2K9cszauGUkorMbo6lB0BVMB-WQI_aem_AtI4bcjEv9iO_gsrN9OY8g
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Declaração do Porta-voz do Secretário-Geral – sobre a Guiné-Bissau
O Secretário-Geral está profundamente preocupado com os acontecimentos em curso na Guiné-Bissau. Ele condena veementemente o golpe de Estado perpetrado por elementos das forças armadas e qualquer tentativa de violar a ordem constitucional. Ele sublinha que qualquer desrespeito pela vontade do povo, que votou pacificamente durante as eleições gerais de 23 de novembro, constitui uma violação inaceitável dos princípios democráticos.O Secretário-Geral apela à restauração imediata e incondicional da ordem constitucional, bem como à libertação de todos os funcionários detidos, incluindo os responsáveis pelo processo eleitoral, líderes da oposição e outros atores políticos. Ele insta todas as partes interessadas a exercerem a máxima contenção, a defenderem as instituições democráticas e o Estado de direito, e a respeitarem a vontade do povo, agindo em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional dos direitos humanos. Ele enfatiza que os litígios devem ser resolvidos através de um diálogo pacífico e inclusivo e por vias legais.O Secretário-Geral reafirma o pleno apoio das Nações Unidas aos esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da União Africana e do Fórum de Anciãos da África Ocidental para salvaguardar a democracia, promover a estabilidade e ajudar a Guiné-Bissau a concluir o processo eleitoral de forma pacífica e a regressar rapidamente ao seu caminho democrático.Stéphane Dujarric, Porta-voz do Secretário-Geral
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanos
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanosGENEBRA (28 de novembro de 2025) – O Chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, apelou nesta sexta-feira às autoridades militares da Guiné-Bissau para que respeitem e protejam os direitos humanos, após relatos de prisões motivadas politicamente e uso de força desnecessária ou desproporcional na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.Pelo menos 18 pessoas foram detidas arbitrariamente, entre elas funcionários do Governo, magistrados e líderes da oposição. A maioria estaria sendo mantida incomunicável.“Estou profundamente alarmado com relatos de violações de direitos humanos na Guiné-Bissau após o golpe, incluindo prisões e detenções arbitrárias de autoridades governamentais e líderes da oposição, bem como ameaças e intimidação contra órgãos de comunicação e jornalistas”, disse Türk. “É fundamental que as autoridades militares cumpram as normas e padrões internacionais de direitos humanos, garantindo, entre outras medidas, a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas arbitrariamente.”Após o golpe – que ocorreu enquanto o povo da Guiné-Bissau aguardava os resultados das eleições presidenciais e parlamentares realizadas em 23 de novembro – várias rádios independentes foram temporariamente encerradas durante invasões ilegais às suas sedes. O acesso à Internet e às redes sociais também foi interrompido na quarta e quinta-feira.O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos também expressou preocupação com relatos de que as forças de segurança usaram força desnecessária ou desproporcional, incluindo munição real, para dispersar manifestantes pacíficos após o golpe na capital, Bissau.“As autoridades militares devem garantir que respeitam plenamente as liberdades fundamentais de todos, incluindo o direito à reunião pacífica”, afirmou Türk.Ele reiterou a forte condenação do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, à tomada militar do poder e seu apelo para a restauração imediata e incondicional da ordem constitucional na Guiné-Bissau. Türk também manifestou preocupação com a decisão das autoridades militares de suspender o processo eleitoral, em violação ao direito dos cidadãos de participar nos assuntos públicos do seu país.https://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/11/guinea-bissau-turk-deplores-post-coup-violations-urges-respect-human-rights?fbclid=IwY2xjawOW3hNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFNMm81OENZcXA1b2Rya3JRc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHksjIZgb5-JK0raT1-WSzD8MKqNFrFB0ye8J694uDG-cFUSb8VcCfwstU9Nt_aem_xYohH7d6Mkc73BfPWRYK_Q
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