História
28 julho 2026
O Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas apoia o Ministério da Energia no reforço das capacidades em pensamento sistémico e planeamento por cenários para políticas energéticas
O Ministério da Energia concluiu com sucesso um workshop de formação de um dia sobre Pensamento Sistémico, Prospetiva Estratégica e Planeamento por Cenários para Políticas Energéticas Integradas, capacitando os seus técnicos com ferramentas práticas para reforçar o planeamento energético de longo prazo e a implementação de políticas na Guiné-Bissau.O workshop, facilitado pelo Economista do Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas (RCO), foi organizado pela Direção-Geral da Energia, a pedido do seu Diretor-Geral, Mohamadu Baldé, com o objetivo de reforçar as capacidades dos técnicos responsáveis pela elaboração e implementação da Política Nacional de Energia (2026-2035) e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural.A formação reuniu especialistas da equipa do Sistema Nacional de Informação Energética, incluindo representantes da Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Ministério dos Recursos Naturais e do Ministério da Energia.O workshop apresentou aos participantes o pensamento sistémico e a prospetiva estratégica como abordagens práticas para responder à crescente complexidade do setor energético. Através de apresentações, debates e exercícios de grupo interativos, os participantes analisaram a forma como fatores como o crescimento populacional, as alterações climáticas, a integração regional dos sistemas elétricos, a inovação tecnológica, as limitações de financiamento e a capacidade institucional interagem para moldar o futuro energético da Guiné-Bissau.Utilizando a Política Nacional de Energia e a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural como estudos de caso, os participantes aprenderam a mapear o sistema energético nacional, identificar ciclos de retroalimentação e pontos de alavancagem, avaliar os fatores de mudança que poderão influenciar o futuro e desenvolver cenários alternativos para testar a resiliência das políticas atuais perante diferentes contextos.Uma das principais mensagens da formação foi que o planeamento energético deve ir além da previsão de um único futuro e preparar-se para múltiplos futuros plausíveis. Os participantes exploraram de que forma o planeamento por cenários pode ajudar o Governo a conceber estratégias de investimento mais robustas, melhorar a coordenação entre instituições e reforçar a resiliência face a choques externos, como a volatilidade dos preços dos combustíveis, eventos climáticos extremos e mudanças nos mercados regionais de eletricidade.O workshop foi altamente participativo e recebeu uma avaliação muito positiva dos participantes, que destacaram a relevância prática do pensamento sistémico e da prospetiva estratégica para as prioridades energéticas da Guiné-Bissau. Os exercícios contribuíram igualmente para fortalecer a colaboração entre as instituições responsáveis pelo planeamento energético, gestão de dados e desenvolvimento de infraestruturas.A formação representa um passo importante para o fortalecimento das capacidades nacionais em matéria de planeamento energético adaptativo e baseado em evidências. À medida que a Guiné-Bissau avança na implementação da sua Política Nacional de Energia e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, espera-se que as metodologias apresentadas durante o workshop contribuam para uma tomada de decisões mais integrada, políticas mais resilientes e uma maior capacidade do país para antecipar e responder aos desafios e oportunidades futuras do setor energético.O Ministério da Energia reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo das capacidades institucionais e com a integração do pensamento sistémico, da prospetiva estratégica e do planeamento por cenários nos futuros processos de formulação, implementação e monitorização de políticas energéticas. O Ministério manifestou igualmente o seu interesse em continuar a trabalhar com o Sistema das Nações Unidas e os seus parceiros para reforçar as capacidades nacionais nesta área.