Com a validação da NDC 3.0, Guiné-Bissau assume metas até 2035 para reduzir emissões e fortalecer a resiliência frente às alterações climáticas.
Hoje, a Guiné-Bissau deu mais um passo firme na luta contra as alterações climáticas.
O Workshop Nacional de Validação da NDC 3.0 trouxe resultados concretos: medidas para reduzir emissões, fortalecer a resiliência agrícola, expandir energias renováveis e proteger ecossistemas costeiros e florestais. A iniciativa enquadra-se nos compromissos da Guiné-Bissau ao abrigo do Acordo de Paris sobre o Clima. Nesse contexto, o Ministério do Ambiente e Ação Climática, com o apoio do PNUD Guiné-Bissau, atualizou o seu plano de ação climática (NDC 3.0), definindo metas ambiciosas e mensuráveis para reduzir emissões e adaptar-se às alterações climáticas até 2035.
O Coordenador Residente interino da ONU, Inoussa Kabore, lembrou que “cada fração de grau importa e cada momento conta”, sublinhando que os impactos climáticos já são uma realidade presente que ameaça comunidades e crianças na Guiné-Bissau.
João Lona Tchedna, diretor geral do Instituto Nacional da Meteorologia, em representação do governo, destacou que a NDC 3.0 é um documento elaborado pela Guiné-Bissau, com contributo dos seus quadros nacionais, garantindo legitimidade e sustentabilidade. As prioridades incluem energias renováveis, agricultura inteligente, gestão sustentável das florestas e reforço da adaptação em saúde, infraestruturas e zonas costeiras — sempre com inclusão social e de género.
Como afirmou o Secretário-Geral da ONU nesta Semana de Ação Climática de Londres, este é um momento de escolha e de oportunidade. Validar a NDC 3.0 significa transformar essa oportunidade em ação concreta para um futuro sustentável e inclusivo.