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28 julho 2026
O Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas apoia o Ministério da Energia no reforço das capacidades em pensamento sistémico e planeamento por cenários para políticas energéticas
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História
23 julho 2026
A Campanha Nacional de Distribuição de Redes Mosquiteiras com Inseticida de Longa Duração: Um Exemplo de Colaboração na Guiné-Bissau
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01 julho 2026
Novas Infraestruturas de Água Contribuem para Reduzir Conflitos e Reforçar a Paz em Gã Nhala
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Guiné-Bissau
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 na Guiné-Bissau.
Publicação
30 abril 2026
Relatório Anual de Resultados 2025
Em 2025, as Nações Unidas na Guiné-Bissau alcançaram avanços significativos no desenvolvimento sustentável e na melhoria das vidas em todo o país.Para fortalecer a governação, ampliar direitos e trazer dignidade e oportunidades às famílias em todo o território, as Nações Unidas apoiaram os sistemas de governação e identidade. Mais de 2,4 milhões de registos civis foram digitalizados e mais de 40.000 nascimentos registados, garantindo que cada criança tenha uma identidade legal e acesso a serviços essenciais.Ao mesmo tempo, os investimentos no capital humano produziram resultados concretos: quase 200.000 estudantes beneficiaram de programas de alimentação escolar, enquanto iniciativas de saúde expandiram a vacinação, a prevenção da malária e a preparação para emergências. Estes esforços estão a construir um futuro mais saudável e resiliente para as crianças e comunidades da Guiné-Bissau.A transformação económica também ganhou impulso. A cooperação da ONU apoiou cadeias de valor agrícolas locais, reabilitou terras agrícolas e ligou pequenos agricultores a programas de alimentação escolar. Estas iniciativas reforçaram a segurança alimentar, fortaleceram os meios de subsistência rurais e promoveram práticas inteligentes para o clima, essenciais para um crescimento sustentável.Em conjunto, estas conquistas refletem o compromisso inabalável da ONU em estar ao lado do povo da Guiné-Bissau, garantindo que o progresso seja inclusivo, resiliente e sustentável.
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História
13 fevereiro 2026
A ONU felicita os três jornalistas guineenses distinguidos com o Prémio Jornalismo e Direitos Humanos 2025
No dia 10 de fevereiro, três jornalistas guineenses foram distinguidos com o Prémio Jornalismo e Direitos Humanos 2025, promovido pelo Consórcio Casa dos Direitos, em parceria com a Cooperação Portuguesa e a União Europeia, no âmbito da 12.ª edição da Quinzena dos Direitos.Os premiados desta edição foram:Aminata Seide – Rádio Djumbai FMAdelina de Barros – Jornal Nô PintchaLamine Mané – Rádio Galáxia de PindjiguitiForam reconhecidos pelo seu compromisso em dar voz às comunidades, denunciar injustiças e promover a dignidade humana. Durante a cerimónia, várias personalidades destacaram a importância do jornalismo livre na construção de uma sociedade mais justa:Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou para os desafios profundos enfrentados pelos jornalistas: precariedade laboral, falta de meios e dificuldades financeiras.ACEP reforçou a necessidade de proteger o espaço cívico e fortalecer a democracia.ONU sublinhou que o jornalismo tem sido essencial para denunciar injustiças, dar voz à comunidades marginalizadas e inspirar políticas inclusivasUE lembrou que os jornalistas são defensores dos direitos humanos e apelou a medidas concretas para proteger a liberdade de expressão.Portugal destacou que informar com rigor e humanidade é um ato de responsabilidade e compromisso com os direitos humanos.Importa destacar que as jornalistas Aminata Seide e Adelina de Barros participaram, em julho de 2025, numa formação especializada sobre prevenção da violência e identificação de discursos de ódio durante o período eleitoral, organizada pelo Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau.A cerimónia reafirmou o papel essencial da imprensa livre na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento da democracia na Guiné Bissau.Que este reconhecimento seja inspiração para continuar a informar com coragem, ética e humanidade.#jornalismo #direitoshumanos #GuinéBissau #LiberdadeDeImprensa #QuinzenaDosDireitos #ONU
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História
10 fevereiro 2026
ONU avalia gestão de resíduos em Antula e Safim com foco em soluções sustentáveis
Reafirmando o compromisso contínuo das Nações Unidas em fortalecer as capacidades nacionais, apoiar soluções sustentáveis e melhorar as condições de vida da população, uma equipa da ONU, composta pela Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas, pela Representante do PNUD e por técnicos ambientais, realizou no dia 9 de fevereiro uma visita conjunta aos vazadouros de Antula e Safim. O principal motivo desta visita foi observar, no terreno, a aplicação do Método Fukuoka, uma tecnologia japonesa inovadora para a gestão de resíduos, implementada com o apoio de especialistas do Japão, bem como avaliar de perto a situação ambiental crítica decorrente da má gestão dos resíduos sólidos urbanos e das suas consequências para a saúde pública, o ambiente e os ecossistemas costeiros.Durante a visita, a delegação manteve um diálogo direto com catadores e compradores de resíduos no vazadouro de Safim, reforçando a importância da economia circular, da valorização dos materiais recicláveis e da promoção de meios de subsistência mais dignos. Esta iniciativa é implementada pelo PNUD em parceria com a UN‑Habitat, com financiamento do Governo do Japão.
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História
24 outubro 2025
80 Anos das Nações Unidas: Celebrados com o Povo da Guiné Bissau
Em 2025, as Nações Unidas assinalaram 80 anos de compromisso global com a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Na Guiné‑Bissau, este aniversário foi celebrado de uma forma profundamente inclusiva: viajando pelo país e encontrando as populações onde elas estão. Entre 10 e 23 de outubro de 2025, a ONU, em parceria com o grupo cultural Netos de Bandim, realizou uma caravana cultural e institucional que percorreu oito regiões, levando diálogo, arte e informação sobre o mandato das Nações Unidas a algumas das comunidades mais remotas e vulneráveis do país. A caravana visitou os lumus (mercados tradicionais) de Quinhamel, Bula, Pitche, Bantandjam, Quebo, Bolama, Buba e Mansoa, criando espaços de conversa aberta sobre desafios de desenvolvimento, aspirações e realidades do quotidiano. Esta abordagem reforçou uma das mensagens centrais da celebração dos 80 anos: as Nações Unidas existem para servir os povos, e o desenvolvimento é mais eficaz quando construído com as comunidades, e não apenas para elas. Ao longo de todas as etapas, os cidadãos partilharam mensagens poderosas que evidenciam as suas prioridades e necessidades imediatas:Acesso a serviços sociais básicosAs comunidades sublinharam a urgência de melhorar serviços essenciais: água potável, eletricidade, cuidados de saúde e educação de qualidade, incluindo a construção e reabilitação de escolas, hospitais e jardins infantis. Muitas localidades alertaram para a falta de carteiras, salas adequadas e a necessidade de programas de alfabetização para mulheres e adultos. Infraestruturas e mobilidadeA inexistência de infraestruturas adequadas foi identificada como uma barreira crítica ao progresso. Foram destacados a necessidade de estradas pavimentadas, melhor transporte marítimo e melhorias nos mercados para facilitar deslocações, trocas comerciais e acesso a serviços essenciais. Agricultura, segurança alimentar e meios de subsistênciaEm zonas agrícolas, a população pediu apoio para a reabilitação das bolanhas, fornecimento de sementes, ferramentas, tratores e gestão pecuária. Foram igualmente referidas melhores condições para a produção e exportação de produtos hortícolas e caju. A luta contra a fome e o reforço da segurança alimentar surgiram como prioridades amplamente partilhadas. Emprego jovem e oportunidadesOs jovens solicitaram formação profissional, oportunidades de emprego e iniciativas que os ajudem a contribuir para o desenvolvimento local, reduzindo vulnerabilidades como o consumo de drogas e a migração irregular. A criação de espaços juvenis e programas vocacionais foi um apelo frequente. Empoderamento das mulheres e inclusão económicaAs mulheres — especialmente horticultoras e vendedoras — pediram acesso ao microcrédito, apoio ao desenvolvimento de pequenos negócios e melhores oportunidades para expandir as suas atividades agrícolas e comerciais. Também sublinharam a importância da alfabetização e de programas de capacitação adaptados às suas realidades. Inclusão das pessoas com deficiênciaEm várias comunidades, foi destacada a necessidade de maior atenção aos direitos e inclusão das pessoas com deficiência, incluindo a acessibilidade aos serviços públicos e maior sensibilização nas instituições locais. Paz, coesão social e proteçãoAs comunidades expressaram um forte desejo de paz, coesão social e segurança, reconhecendo estes elementos como fundamentais para o bem‑estar coletivo. Foram compartilhadas preocupações com o consumo de drogas entre jovens, a proteção de mulheres e crianças e a importância de mecanismos que promovam harmonia e convivência pacífica. Governança e participaçãoOs cidadãos defenderam maior descentralização, incluindo a realização das eleições autárquicas, melhorias na administração pública e uma distribuição mais justa de bens públicos e assistência social. Reforçaram a importância da transparência, da responsabilização e de instituições sólidas capazes de entregar serviços eficazes. Estas vozes e prioridades irão orientar a formulação do próximo Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, alinhado ao Plano Nacional de Desenvolvimento, garantindo que as aspirações da população guineense permanecem no centro da ação conjunta com o Governo. As comemorações culminaram em Bissau, com um encontro sobre paz e cooperação no Centro Cultural Franco‑Bissau‑Guineense, seguido de um evento cultural vibrante na Praça de Bandim, que reuniu milhares de pessoas. Este momento simbolizou o espírito do 80.º aniversário: a ação local como motor do progresso global, reafirmando que as Nações Unidas estão presentes em todas as regiões, todas as aldeias e em cada cidadão que acredita na dignidade, na justiça e num futuro melhor para todos. Juntos — comunidades, Governo, parceiros e Nações Unidas — continuamos a trabalhar por uma Guiné‑Bissau mais inclusiva, mais resiliente e onde ninguém fica para trás.
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História
01 abril 2026
Relatório da LGDH reforça compromisso com os direitos humanos na Guiné-Bissau
O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau e a Coordenadora Residente das Nações Unidas Guiné-Bissau tiveram a honra de se juntar hoje a defensores dos direitos humanos e atores da sociedade civil para o lançamento do relatório da LGDH - Liga Guineense dos Direitos Humanos sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau (2023-2025), apoiado pelo Camões - Instituto da Coopera;\ao e da L]ingua, I.P. Uma ocasião oportuna para reafirmarmos conjuntamente o nosso compromisso em acompanhar o país e o seu povo rumo a um futuro onde os #direitoshumanos de todas as pessoas sejam respeitados e defendidos. O relatório ecoa as conclusões da recente #RevisãoPeriódicaUniversal da Guiné-Bissau.#UniaoEuropeiaNaGuineBissau #onuguinébissau #UEnaGuineBissau50 #EUDiplomacy #StrongerTogether
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História
28 julho 2026
O Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas apoia o Ministério da Energia no reforço das capacidades em pensamento sistémico e planeamento por cenários para políticas energéticas
O Ministério da Energia concluiu com sucesso um workshop de formação de um dia sobre Pensamento Sistémico, Prospetiva Estratégica e Planeamento por Cenários para Políticas Energéticas Integradas, capacitando os seus técnicos com ferramentas práticas para reforçar o planeamento energético de longo prazo e a implementação de políticas na Guiné-Bissau.O workshop, facilitado pelo Economista do Escritório da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas (RCO), foi organizado pela Direção-Geral da Energia, a pedido do seu Diretor-Geral, Mohamadu Baldé, com o objetivo de reforçar as capacidades dos técnicos responsáveis pela elaboração e implementação da Política Nacional de Energia (2026-2035) e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural.A formação reuniu especialistas da equipa do Sistema Nacional de Informação Energética, incluindo representantes da Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Ministério dos Recursos Naturais e do Ministério da Energia.O workshop apresentou aos participantes o pensamento sistémico e a prospetiva estratégica como abordagens práticas para responder à crescente complexidade do setor energético. Através de apresentações, debates e exercícios de grupo interativos, os participantes analisaram a forma como fatores como o crescimento populacional, as alterações climáticas, a integração regional dos sistemas elétricos, a inovação tecnológica, as limitações de financiamento e a capacidade institucional interagem para moldar o futuro energético da Guiné-Bissau.Utilizando a Política Nacional de Energia e a Estratégia Nacional de Eletrificação Rural como estudos de caso, os participantes aprenderam a mapear o sistema energético nacional, identificar ciclos de retroalimentação e pontos de alavancagem, avaliar os fatores de mudança que poderão influenciar o futuro e desenvolver cenários alternativos para testar a resiliência das políticas atuais perante diferentes contextos.Uma das principais mensagens da formação foi que o planeamento energético deve ir além da previsão de um único futuro e preparar-se para múltiplos futuros plausíveis. Os participantes exploraram de que forma o planeamento por cenários pode ajudar o Governo a conceber estratégias de investimento mais robustas, melhorar a coordenação entre instituições e reforçar a resiliência face a choques externos, como a volatilidade dos preços dos combustíveis, eventos climáticos extremos e mudanças nos mercados regionais de eletricidade.O workshop foi altamente participativo e recebeu uma avaliação muito positiva dos participantes, que destacaram a relevância prática do pensamento sistémico e da prospetiva estratégica para as prioridades energéticas da Guiné-Bissau. Os exercícios contribuíram igualmente para fortalecer a colaboração entre as instituições responsáveis pelo planeamento energético, gestão de dados e desenvolvimento de infraestruturas.A formação representa um passo importante para o fortalecimento das capacidades nacionais em matéria de planeamento energético adaptativo e baseado em evidências. À medida que a Guiné-Bissau avança na implementação da sua Política Nacional de Energia e da Estratégia Nacional de Eletrificação Rural, espera-se que as metodologias apresentadas durante o workshop contribuam para uma tomada de decisões mais integrada, políticas mais resilientes e uma maior capacidade do país para antecipar e responder aos desafios e oportunidades futuras do setor energético.O Ministério da Energia reafirmou o seu compromisso com o desenvolvimento contínuo das capacidades institucionais e com a integração do pensamento sistémico, da prospetiva estratégica e do planeamento por cenários nos futuros processos de formulação, implementação e monitorização de políticas energéticas. O Ministério manifestou igualmente o seu interesse em continuar a trabalhar com o Sistema das Nações Unidas e os seus parceiros para reforçar as capacidades nacionais nesta área.
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História
23 julho 2026
A Campanha Nacional de Distribuição de Redes Mosquiteiras com Inseticida de Longa Duração: Um Exemplo de Colaboração na Guiné-Bissau
Todos os anos, o paludismo continua a afetar milhares de crianças e famílias em toda a Guiné-Bissau. Em 2025, foram registados 114 000 casos de paludismo. Mais de 220 pessoas morreram de paludismo, 45 das quais eram crianças com menos de 5 anos. Uma das principais medidas para prevenir estas mortes é a utilização de redes mosquiteiras. Prevenir estas infeções requer mais do que apenas redes mosquiteiras — exige uma ação coordenada, uma logística sólida, o envolvimento da comunidade e parcerias eficazes. A Campanha Nacional de Distribuição de Redes Mosquiteiras demonstra como os parceiros se uniram para proteger mais de dois milhões de pessoas de uma das principais ameaças à saúde pública do país. De acordo com o Inquérito Nacional de Indicadores da Malária (MIS 2023), a prevalência da infeção por malária situou-se nos 3,1% na população em geral, enquanto entre as crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 59 meses foi de 1,6%, refletindo progressos importantes no controlo do paludismo, mas também destacando a necessidade de manter os esforços de prevenção.Uma das formas mais eficazes de prevenir o paludismo é a utilização consistente de redes mosquiteiras tratadas com inseticida. O MIS 2023 revelou que 87% da população e 88% das crianças com menos de cinco anos dormiram sob uma rede mosquiteira tratada com inseticida na noite anterior.Embora aproximadamente 84% da população durma atualmente sob redes mosquiteiras tratadas com inseticida, o país continua abaixo da meta regional de 95%. Colmatar esta lacuna significa garantir que todos os agregados familiares tenham acesso não só a redes mosquiteiras, mas também à informação necessária para as utilizar corretamente todas as noites. Realizada de três em três anos, a Campanha Nacional de Distribuição em Massa de Redes Mosquiteiras com Inseticida de Longa Duração é a maior operação de saúde pública na Guiné-Bissau e um exemplo de colaboração eficaz entre o Governo e as agências das Nações Unidas. Já concluída em dez regiões do país, a campanha visa distribuir mais de um milhão de redes mosquiteiras para chegar a todos os agregados familiares, sendo a região sanitária do Setor Autónomo de Bissau (SAB) a fase final de implementação durante o mês de julho.A Campanha Nacional de Distribuição de Redes Mosquiteiras Impregnadas com Inseticida de Longa Duração (Campanha MILDA) já distribuiu, até ao momento, mais de 1,2 milhões de redes mosquiteiras a mais de 400 000 famílias, alcançando mais de 2 milhões de pessoas, incluindo aquelas que vivem nas comunidades mais remotas do país. A campanha decorreu em duas fases: primeiro nas 10 regiões de saúde, em junho, e depois no Setor Autónomo de Bissau, ao longo do mês de julho.Esta operação em grande escala requer um planeamento robusto, logística eficiente, comunicação estratégica, apoio técnico e uma coordenação estreita entre instituições nacionais, parceiros de desenvolvimento e agências das Nações Unidas. Liderada pelo Ministério da Saúde Pública através do Programa Nacional de Controlo da Malária, que coordenou o planeamento e a supervisão, com financiamento do Fundo Global, apoio logístico, operacional e digital do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio técnico da UNICEF, a campanha mobilizou mais de 3 000 pessoas em todo o país. O sucesso da Campanha MILDA reflete os esforços coletivos de todos os parceiros que trabalham em conjunto rumo a um objetivo comum.Durante um período de seis dias, as famílias apresentaram os vales previamente distribuídos, que foram digitalizados antes da entrega das redes mosquiteiras, de acordo com o tamanho da família. Este sistema ajudou a tornar o processo de distribuição mais organizado, transparente e eficiente.Diferentes pontos fortes a apoiar uma única campanhaO sucesso de uma operação desta envergadura dependia dos pontos fortes complementares dos diferentes parceiros.Na qualidade de Recependiário Principal (RP) da subvenção do Fundo Global, o PNUD desempenhou um papel central no planeamento, financiamento e implementação da Campanha Nacional de Distribuição em Massa de Redes Mosquiteiras com Inseticida de Longa Duração de 2026 (Campanha MILDA). O PNUD geriu os recursos do Fundo Global que financiaram a campanha e apoiou a aquisição para a distribuição de mais de um milhão de redes mosquiteiras tratadas com inseticida através de aproximadamente 1, 400 pontos de distribuição em todo o país. Trabalhando em estreita colaboração com o Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) do Ministério da Saúde Pública, o PNUD coordenou a supervisão, organização e financiamento da formação de milhares de agentes e supervisores da campanha em todas as regiões. Estes esforços contribuíram para a implementação bem-sucedida da maior intervenção de saúde pública na Guiné-Bissau. Uma inovação fundamental da Campanha MILDA 2026 foi a sua componente digital, implementada a nível nacional pela primeira vez. Com base no exercício de pré-registo e na disponibilidade de dados demográficos nacionais do Quarto Censo Geral da População e da Habitação, apoiado pelo UNFPA, o PNUD apoiou a introdução de ferramentas digitais para reforçar o planeamento, melhorar a rastreabilidade e permitir o acompanhamento em tempo real do progresso da campanha. Esta abordagem digitalizada aumentou a transparência e a responsabilização, permitindo simultaneamente à equipa de coordenação acompanhar de perto a implementação e responder rapidamente aos desafios operacionais em todas as regiões.Para facilitar a distribuição por todo o país, os parceiros combinaram os seus respetivos pontos fortes. O PNUD aproveitou a infraestrutura logística do PAM, incluindo a utilização dos seus armazéns em Bafatá para o armazenamento temporário de redes mosquiteiras. O PAM também apoiou a garantia de qualidade, monitorizando as operações de carregamento, verificando as quantidades expedidas e acompanhando potenciais perdas. Esta colaboração permitiu que os suprimentos fossem posicionados mais perto das comunidades antes do início da distribuição, ajudando a superar os desafios colocados pelas longas distâncias e pelas vias de acesso difíceis.A UNICEF contribuiu com a sua experiência em Mudança Social e Comportamental (MSC). Através de parcerias com estações de rádio comunitárias, a UNICEF apoiou a divulgação de informações sobre datas de distribuição, locais de recolha e procedimentos, promovendo simultaneamente mensagens sobre a importância da utilização correta e consistente das redes mosquiteiras.A campanha gerou resultados encorajadores, tanto em termos de alcance como de envolvimento da comunidade. Os resultados preliminares de um inquérito que avaliou o impacto das intervenções de SBC indicam que 97 por cento da população ouviu falar da campanha, 87 por cento considerou as mensagens claras e 98 por cento manifestou a intenção de dormir sob redes mosquiteiras após ter sido exposto às mensagens da campanha.A transmissão de mensagens em línguas locais revelou-se essencial para chegar às comunidades onde o acesso à Internet e a outros canais de comunicação social continua a ser limitado.A Organização Mundial da Saúde (OMS) prestou apoio estratégico, técnico e normativo ao longo de toda a campanha. Com base em evidências científicas, a OMS apoiou o Ministério da Saúde Pública no alinhamento da campanha com as normas internacionais e com estratégias de prevenção e controlo da malária baseadas em evidências. A OMS contribuiu também para os processos de planeamento, monitorização e avaliação, promoveu a utilização de dados de qualidade para apoiar a tomada de decisões e apoiou a integração da campanha no programa nacional mais abrangente de controlo da malária. A OMS contribuiu ainda para os esforços de coordenação entre os parceiros, ajudando a garantir uma resposta coerente e eficaz com o objetivo de alcançar o acesso universal aos serviços de prevenção da malária.Parcerias que geram impactoMais do que uma simples iniciativa de distribuição de redes mosquiteiras, a Campanha MILDA demonstra o poder da parceria em ação. Ao reunir conhecimentos especializados, recursos e capacidades complementares, o Governo, as agências das Nações Unidas e os parceiros de desenvolvimento conseguiram alcançar uma escala e um alcance que não teriam sido possíveis através de esforços isolados. Cada parceiro contribuiu com a sua vantagem comparativa — desde a liderança técnica e o apoio operacional até à logística, ao envolvimento da comunidade, ao financiamento e à inovação digital —, criando uma resposta coordenada que reforçou todas as fases da campanha. Esta abordagem colaborativa permitiu aos parceiros superar desafios operacionais, chegar a comunidades remotas e garantir que milhões de pessoas beneficiassem dos serviços de prevenção da malária.A campanha ilustra como uma colaboração eficaz pode transformar contribuições individuais num impacto coletivo. Ao trabalharem em conjunto para um objetivo comum, os parceiros conseguiram maximizar os recursos, melhorar a eficiência e alcançar resultados de grande alcance e sustentáveis.
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História
01 julho 2026
Novas Infraestruturas de Água Contribuem para Reduzir Conflitos e Reforçar a Paz em Gã Nhala
Uma missão técnica do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento do Reino Unido, um dos principais doadores do Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF) a nível global, acompanhou a entrega provisória de furos pastorais na comunidade de Gã Nhala, setor de Ganadu, região de Bafatá. As infraestruturas foram construídas pelo UN-Habitat, com obras executadas pelos parceiros de implementação TESE e ASPAAB.A iniciativa insere-se no âmbito da implementação conjunta do projeto financiado pelo PBF “Prevenção de Conflitos relacionados com Pastoralismo e Transumância nas regiões de Bafatá e Gabú”, implementado pela FAO, UN-Habitat e UNFPA.No quadro deste projeto, a comunidade de Gã Nhala foi beneficiada com a construção de um novo furo de água pastoral, incluindo bebedouros destinados ao gado e um fontanário para uso comunitário, além da reabilitação de um furo já existente. Estas ações contribuíram para melhorar substancialmente o acesso à água da população e dos animais, diminuindo, assim, os conflitos entre os agricultores e criadores de gado no que concerne a gestão de recursos naturais.Mais do que uma simples infraestrutura, a entrega foi recebida com entusiasmo e alegria pela comunidade local, que considera a obra um passo importante para a consolidação da paz e para a melhoria do bem-estar das populações. A nova infraestrutura contribuirá para reduzir os conflitos relacionados com o acesso à água e permitirá que os pastores transumantes disponham de um local adequado para abeberar os seus animais, diminuindo, assim, as tensões entre pastores e agricultores, referiu Aldine Valente, do UN-Habitat, durante a cerimónia.Missão de Avaliação Analisa o Impacto do Projeto na Região de BafatáAntes da cerimónia de entrega, a missão de avaliação do FCDO/PBF, acompanhada pelos parceiros de implementação FAO e UN-Habitat, reuniu-se com a Associação dos Criadores de Gado da Região de Bafatá, com a equipa de mediadores de conflitos comunitários de Ganadu, e visitou ainda as novas instalações da Polícia Judiciária na região de Bafatá. O objetivo da visita foi analisar os resultados e o impacto do projeto de “Prevenção de Conflitos de recursos naturais relacionados com Pastoralismo e Transumância nas regiões de Bafatá e Gabú”, financiado pelo PBF, cuja implementação se encontra na fase final.No final da missão, os técnicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Commonwealth e do Desenvolvimento do Governo Britânico destacaram que, mais do que a leitura dos relatórios, a visita ao terreno permitiu constatar diretamente as ações realizadas, bem como a vontade, a disponibilidade e o compromisso das comunidades beneficiárias do projeto em dar continuidade aos resultados alcançados, garantindo a sustentabilidade das ações já implementadas.
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História
01 julho 2026
Construir Transparência e Integridade na Guiné-Bissau
Uma paz duradoura exige instituições transparentes, responsáveis e capazes de responder às necessidades dos cidadãos.Foi oficialmente lançado hoje, através da primeira reunião do Comité de Pilotagem, o projeto " 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗘𝗳𝗶𝗰𝗮𝘇 𝗱𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗮𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗴𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗻𝗮 𝗚𝘂𝗶𝗻𝗲́-𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂 ", financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF) e implementado conjuntamente pelo PNUD Guiné-Bissau e pelo UNODC - United Nations Office on Drugs and Crime. A iniciativa apoiará a implementação da Estratégia Nacional Anticorrupção, reforçando os mecanismos de transparência, integridade e prestação de contas, promovendo o acesso à informação, a participação cívica e uma governação mais inclusiva.Ao fortalecer as instituições e fomentar uma cultura de transparência e integridade, o projeto contribuirá para reforçar a confiança entre cidadãos e Estado, prevenir fatores de fragilidade e criar bases mais sólidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau.A reunião inaugural do Comité de Pilotagem marcou o arranque oficial da implementação do projeto, reunindo parceiros para validar os mecanismos de coordenação e definir as prioridades estratégicas para os próximos passos.UN Peacebuilding and Peace Support#PBF20 #ODS16 #GuinéBissau #Peacebuilding #Transparência #Integridade
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História
26 junho 2026
Guiné-Bissau valida NDC 3.0 e reforça ação climática
Hoje, a Guiné-Bissau deu mais um passo firme na luta contra as alterações climáticas. O Workshop Nacional de Validação da NDC 3.0 trouxe resultados concretos: medidas para reduzir emissões, fortalecer a resiliência agrícola, expandir energias renováveis e proteger ecossistemas costeiros e florestais. A iniciativa enquadra-se nos compromissos da Guiné-Bissau ao abrigo do Acordo de Paris sobre o Clima. Nesse contexto, o Ministério do Ambiente e Ação Climática, com o apoio do PNUD Guiné-Bissau, atualizou o seu plano de ação climática (NDC 3.0), definindo metas ambiciosas e mensuráveis para reduzir emissões e adaptar-se às alterações climáticas até 2035. O Coordenador Residente interino da ONU, Inoussa Kabore, lembrou que “cada fração de grau importa e cada momento conta”, sublinhando que os impactos climáticos já são uma realidade presente que ameaça comunidades e crianças na Guiné-Bissau. João Lona Tchedna, diretor geral do Instituto Nacional da Meteorologia, em representação do governo, destacou que a NDC 3.0 é um documento elaborado pela Guiné-Bissau, com contributo dos seus quadros nacionais, garantindo legitimidade e sustentabilidade. As prioridades incluem energias renováveis, agricultura inteligente, gestão sustentável das florestas e reforço da adaptação em saúde, infraestruturas e zonas costeiras — sempre com inclusão social e de género. Como afirmou o Secretário-Geral da ONU nesta Semana de Ação Climática de Londres, este é um momento de escolha e de oportunidade. Validar a NDC 3.0 significa transformar essa oportunidade em ação concreta para um futuro sustentável e inclusivo.
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Comunicado de Imprensa
08 março 2026
Secretário-Geral da Nações Unidas sobre o Dia Internacional da Mulher: Oito ações para um mundo mais igualitário.
No decurso de quase uma década como Secretário-Geral das Nações Unidas vi o nosso mundo ser repetidamente posto à prova - por choques climáticos, agravamento da pobreza, conflitos violentos e redução do espaço cívico.No entanto, também testemunhei o surgimento de muitas soluções, todas elas com um denominador comum: as mulheres.Nesta ocasião em que o mundo assinala o Dia Internacional da Mulher, é tempo de reconhecer que a desigualdade de género é o maior desafio de direitos humanos que enfrentamos e que a promoção da igualdade constitui um dos motores mais fortes do desenvolvimento sustentável e da paz.Para enfrentar esse desafio, e com base na minha própria experiência e inspirando-me no trabalho do sistema das Nações Unidas e de movimentos da sociedade civil em todo o mundo, proponho oito áreas de ação destinadas a promover os direitos das mulheres e a alcançar resultados concretos.1. Corrigir os Desequilíbrios de Poder. A igualdade de género é uma questão de poder, mas as instituições dominadas por homens continuam a moldar o nosso mundo. Uma maré crescente de autoritarismo está a aprofundar estas desigualdades, revertendo conquistas arduamente alcançadas – de práticas laborais justas a direitos reprodutivos – e enraizando preconceitos raciais e de género que limitam a vida das mulheres. A igualdade de género eleva as sociedades. Quando o poder é partilhado, a liberdade expande-se.2. Fazer da Paridade uma Prioridade. As mulheres estão extremamente sub-representadas em governos e administrações empresariais em todo o mundo. Na ONU, decidimos fazer da paridade uma prioridade, começando pela liderança de topo. Alargámos a procura de candidatas qualificadas – sem baixar padrões de exigência. A ONU saiu fortalecida, com uma melhor cultura de trabalho e um processo de tomada de decisões mais inclusivo. A lição é clara: quando as instituições optam pela igualdade, os resultados aparecem. 3. Apostar no Investimento Mais Rentável. O investimento nas mulheres gera retornos extraordinários. Cada dólar investido na educação de meninas, resulta num retorno três vezes superior. No âmbito da saúde materna e do planeamento familiar, a rentabilidade ascende a oito vezes o investimento. As políticas de apoio às famílias – como cuidados infantis e apoio a idosos – fortalecem as comunidades e estimulam o crescimento. Em conjunto, todos estes esforços estão na base da redução das desigualdades de género – e encerram o potencial de aumentar o rendimento nacional em cerca de 20%.4. Assegurar um lugar à mesa de negociações de Paz. Os acordos de paz são mais duradouros quando as mulheres participam na sua negociação e aplicação. No entanto, em demasiados conflitos – incluindo Gaza, Ucrânia e Sudão – as mulheres têm sido praticamente afastadas, apesar de suportarem o maior fardo da guerra. Num tempo de crescente instabilidade, a inclusão não é uma mera exigência simbólica – mas a melhor via para estabilizar um mundo fraturado.5. Acabar com a Discriminação Legal. À escala global, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais usufruídos pelos homens. Em demasiados lugares, não podem deter propriedade, trabalhar livremente ou pedir o divórcio. Mesmo em muitos países onde vigoram algumas garantias jurídicas, enfrentam barreiras acrescidas no acesso à justiça. Todos os países devem assumir o compromisso de eliminar leis discriminatórias e garantir que os direitos são efetivamente aplicados na prática.6. Tolerância Zero para com a Violência de Género - e Zero Desculpas. A violência contra as mulheres é uma emergência global, enraizada na desigualdade e sustentada pelo silêncio. Todas as mulheres e meninas têm o direito de viver sem medo. Contudo, a violência baseada no género – incluindo exploração e abuso sexual – continua a ser uma realidade que viola a confiança e o respeito pela humanidade. Devemos enfrentá-la em todo o lado: com tolerância zero, total responsabilização dos perpetradores e apoio inabalável às sobreviventes.7. Eliminar distorções no setor tecnológico. Dado que as mulheres representam apenas um quarto do total dos profissionais no setor tecnológico, o preconceito está cada vez mais integrado nos sistemas que moldam o nosso quotidiano. Entretanto, a misoginia online dispara. As empresas tecnológicas e os governos devem agir em conjunto para criar espaços digitais seguros e inclusivos e o mundo deve redobrar esforços para remover as barreiras que impedem às meninas o acesso à ciência e à tecnologia. 8. Integrar a perspetiva de Género na Ação Climática. As alterações climáticas são “sexistas”. Quando geram crises alimentares, verifica-se que, muitas vezes, as mulheres são as últimas a ter acesso a alimentos; quando geram situações de emergência verifica-se que as mulheres enfrentam maior perigo. Acresce que que as meninas deparam-se com uma maior probabilidade de casamento infantil quando os meios de subsistência colapsam. Mas as mulheres também lideram soluções climáticas – promovendo legislação verde, impulsionando movimentos globais e liderando mudanças no terreno. Um planeta habitável exige políticas climáticas sensíveis ao género: igual acesso a empregos verdes, melhor proteção em situações de emergência e participação plena na tomada de decisões ambientais.Por todo o mundo, vi que estas oito áreas de ação funcionam na prática – em zonas de guerra e em contextos de reconstrução, em parlamentos e em salas de aula, em organizações e em comunidades. Se os líderes levarem a sério a igualdade de género e se comprometerem com estas ações agora, mudaremos o mundo – para as mulheres e meninas e para todos nós.
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Comunicado de Imprensa
06 fevereiro 2026
Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina
Hoje assinalamos o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, sob o lema “Rumo a 2030: Não há fim para a MGF sem compromisso e investimentos sustentáveis”.A mutilação genital feminina (MGF) é uma grave violação dos direitos humanos, com consequências físicas, psicológicas e sociais ao longo de toda a vida. Globalmente, mais de 230 milhões de meninas e mulheres vivem com os seus impactos.Na Guiné-Bissau, estima se que 400.000 meninas e mulheres tenham sido submetidas à MGF, com taxas alarmantes de prevalência em Gabú (96%), Bafatá (87%) e Quinara (59%). Sem uma ação acelerada, metade das meninas poderá estar em risco nos próximos anos.Pôr fim à MGF exige investimento sustentável e de longo prazo, nomeadamente em:• Educação das raparigas, garantindo que todas têm acesso às oportunidades e ao conhecimento necessários para decidirem sobre o seu próprio futuro.• Empoderamento de adolescentes e jovens, fortalecendo a sua capacidade de questionar práticas nocivas e promover a igualdade de género.• Transformação das normas sociais, através do trabalho com comunidades, líderes religiosos e tradicionais, famílias e agentes locais, para mudar atitudes e comportamentos.• Amplificação das vozes das sobreviventes, assegurando que as suas experiências orientam políticas e ações comunitárias. #invest2endfgm #EndFGM #GuinéBissau #DireitosDasMulheres #TolerânciaZeroMGF
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Comunicado de Imprensa
26 dezembro 2025
Declaração à Imprensa – Detenções Arbitrárias na Guiné-Bissau
A libertação, na terça-feira, de seis figuras da oposição detidas na Guiné-Bissau é um passo encorajador. No entanto, é necessário fazer mais. As autoridades devem pôr fim a todas as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos contra defensores dos direitos humanos e restrições às liberdades de expressão, associação e reunião pacífica.O nosso Escritório teve acesso a quatro indivíduos detidos na semana passada, o que constitui um passo importante. Contudo, as famílias de vários outros detidos continuam sem informações sobre o seu destino, paradeiro ou acusações contra eles. Isto pode equivaler a desaparecimento forçado. Apelamos aos atores responsáveis para que assegurem a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas pelo exercício dos seus direitos humanos.FIMhttps://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/12/guinea-bissau-authorities-must-end-arbitrary-detentions-and-all-forms?fbclid=IwY2xjawO7o7RleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEexrwMzZc5wSuWndn5omio-GfqO6--oJo2K9cszauGUkorMbo6lB0BVMB-WQI_aem_AtI4bcjEv9iO_gsrN9OY8g
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Declaração do Porta-voz do Secretário-Geral – sobre a Guiné-Bissau
O Secretário-Geral está profundamente preocupado com os acontecimentos em curso na Guiné-Bissau. Ele condena veementemente o golpe de Estado perpetrado por elementos das forças armadas e qualquer tentativa de violar a ordem constitucional. Ele sublinha que qualquer desrespeito pela vontade do povo, que votou pacificamente durante as eleições gerais de 23 de novembro, constitui uma violação inaceitável dos princípios democráticos.O Secretário-Geral apela à restauração imediata e incondicional da ordem constitucional, bem como à libertação de todos os funcionários detidos, incluindo os responsáveis pelo processo eleitoral, líderes da oposição e outros atores políticos. Ele insta todas as partes interessadas a exercerem a máxima contenção, a defenderem as instituições democráticas e o Estado de direito, e a respeitarem a vontade do povo, agindo em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional dos direitos humanos. Ele enfatiza que os litígios devem ser resolvidos através de um diálogo pacífico e inclusivo e por vias legais.O Secretário-Geral reafirma o pleno apoio das Nações Unidas aos esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da União Africana e do Fórum de Anciãos da África Ocidental para salvaguardar a democracia, promover a estabilidade e ajudar a Guiné-Bissau a concluir o processo eleitoral de forma pacífica e a regressar rapidamente ao seu caminho democrático.Stéphane Dujarric, Porta-voz do Secretário-Geral
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanos
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanosGENEBRA (28 de novembro de 2025) – O Chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, apelou nesta sexta-feira às autoridades militares da Guiné-Bissau para que respeitem e protejam os direitos humanos, após relatos de prisões motivadas politicamente e uso de força desnecessária ou desproporcional na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.Pelo menos 18 pessoas foram detidas arbitrariamente, entre elas funcionários do Governo, magistrados e líderes da oposição. A maioria estaria sendo mantida incomunicável.“Estou profundamente alarmado com relatos de violações de direitos humanos na Guiné-Bissau após o golpe, incluindo prisões e detenções arbitrárias de autoridades governamentais e líderes da oposição, bem como ameaças e intimidação contra órgãos de comunicação e jornalistas”, disse Türk. “É fundamental que as autoridades militares cumpram as normas e padrões internacionais de direitos humanos, garantindo, entre outras medidas, a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas arbitrariamente.”Após o golpe – que ocorreu enquanto o povo da Guiné-Bissau aguardava os resultados das eleições presidenciais e parlamentares realizadas em 23 de novembro – várias rádios independentes foram temporariamente encerradas durante invasões ilegais às suas sedes. O acesso à Internet e às redes sociais também foi interrompido na quarta e quinta-feira.O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos também expressou preocupação com relatos de que as forças de segurança usaram força desnecessária ou desproporcional, incluindo munição real, para dispersar manifestantes pacíficos após o golpe na capital, Bissau.“As autoridades militares devem garantir que respeitam plenamente as liberdades fundamentais de todos, incluindo o direito à reunião pacífica”, afirmou Türk.Ele reiterou a forte condenação do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, à tomada militar do poder e seu apelo para a restauração imediata e incondicional da ordem constitucional na Guiné-Bissau. Türk também manifestou preocupação com a decisão das autoridades militares de suspender o processo eleitoral, em violação ao direito dos cidadãos de participar nos assuntos públicos do seu país.https://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/11/guinea-bissau-turk-deplores-post-coup-violations-urges-respect-human-rights?fbclid=IwY2xjawOW3hNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFNMm81OENZcXA1b2Rya3JRc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHksjIZgb5-JK0raT1-WSzD8MKqNFrFB0ye8J694uDG-cFUSb8VcCfwstU9Nt_aem_xYohH7d6Mkc73BfPWRYK_Q
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