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Comunicado de Imprensa
08 março 2026
Secretário-Geral da Nações Unidas sobre o Dia Internacional da Mulher: Oito ações para um mundo mais igualitário.
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Discurso
10 fevereiro 2026
Discurso da Coordenadora Residente na Cerimónia de Atribuição do Prémio Jornalismo e Direitos Humanos
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História
09 fevereiro 2026
ONU reforça compromisso ambiental em visita técnica aos vazadouros de Antula e Safim
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Guiné-Bissau
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 na Guiné-Bissau.
Publicação
23 dezembro 2025
Boletim Informativo das Nações Unidas - 2ª Edição de 2025
80 anos da ONU: Uma Jornada de Esperança e Parceria pelo Povo da Guiné-BissauEste ano, as Nações Unidas celebraram 80 anos de existência — oito décadas de compromisso com a paz, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável.
Mais do que uma comemoração, este marco foi uma oportunidade para refletir sobre o caminho percorrido e renovar a esperança e a determinação para os desafios que estão por vir.Na Guiné-Bissau, esta celebração ganhou vida de forma única. Entre 10 e 23 de outubro de 2025, a ONU, em parceria com o grupo cultural Netos de Bandim, percorreu oito regiões do país com uma mensagem de inclusão, escuta ativa e compromisso com o futuro. Esta Caravana das Nações Unidas não foi apenas uma festa — foi um diálogo aberto com as comunidades, ouvindo suas aspirações e reconhecendo suas esperanças.
Mais do que uma comemoração, este marco foi uma oportunidade para refletir sobre o caminho percorrido e renovar a esperança e a determinação para os desafios que estão por vir.Na Guiné-Bissau, esta celebração ganhou vida de forma única. Entre 10 e 23 de outubro de 2025, a ONU, em parceria com o grupo cultural Netos de Bandim, percorreu oito regiões do país com uma mensagem de inclusão, escuta ativa e compromisso com o futuro. Esta Caravana das Nações Unidas não foi apenas uma festa — foi um diálogo aberto com as comunidades, ouvindo suas aspirações e reconhecendo suas esperanças.
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Publicação
08 abril 2025
Relatório Anual de Resultados das Nações Unidas na Guiné-Bissau 2024
É com grande satisfação que apresento uma visão geral dos resultados alcançados pelas Nações Unidas na Guiné-Bissau – em parceria com nossos colaboradores – em 2024. Este relatório destaca o trabalho coletivo das Nações Unidas em apoio às prioridades nacionais da Guiné-Bissau e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As páginas a seguir apresentam os avanços que conseguimos alcançar juntamente com o Governo e um conjunto amplo de parceiros da sociedade civil, nacionais e internacionais, em conformidade com os compromissos estabelecidos no Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2022-2026.O Quadro de Cooperação reúne 19 entidades das Nações Unidas que compõem a Equipa de País da ONU (UNCT), com o objetivo de acompanhar o país na consolidação dos esforços de construção da paz, superação dos desafios de desenvolvimento e criação das bases para uma sociedade próspera e inclusiva, que promova o aumento do padrão de vida e garanta os direitos humanos de todos, com base no desenvolvimento sustentável da excecional biodiversidade terrestre e marinha do país.Apesar de um contexto desafiador, alguns resultados notáveis foram registados este ano. O nosso trabalho em 2024 concentrou-se nos três pilares principais do Quadro de Cooperação: governança inclusiva, paz e Estado de Direito; transformação económica e crescimento verde sustentável e equitativo; e desenvolvimento do capital humano por meio do aumento do acesso equitativo a serviços sociais de qualidade. Os principais resultados incluem o apoio à digitalização dos serviços governamentais, avanços em direção à melhoria da transparência eleitoral e o engajamento com os órgãos de tratados de direitos humanos, bem como a maior capacidade de combater o crime organizado e o tráfico de drogas, nomeadamente por meio de melhor cooperação e coordenação entre instituições nacionais e com parceiros externos. Investimentos na economia azul, no agronegócio e no empreendedorismo criaram oportunidades para pequenos agricultores, mulheres e jovens, e as bases foram lançadas para a definição da abordagem estratégica do país para a transformação dos sistemas alimentares, incluindo a componente de financiamento. O desenvolvimento do capital humano permaneceu no centro dos nossos esforços em 2024. O fortalecimento dos sistemas de saúde, a melhoria do acesso à educação e a ampliação da rede de proteção social para os mais vulneráveis resultaram em progressos significativos.Olhando para o futuro, estamos determinados a capitalizar esses avanços para acelerar o progresso. Em 2025, focaremos em fomentar a participação e o diálogo pacífico em torno de eleições inclusivas e em acompanhar a conclusão do primeiro censo nacional desde 2009, o que permitirá uma formulação de políticas públicas mais orientadas por dados e um desenvolvimento mais inclusivo. Por meio de um novo programa conjunto, mobilizaremos apoio às instituições do Estado de Direito e de segurança, em particular para sustentar os esforços no combate ao tráfico ilícito e na promoção dos direitos humanos. Trabalharemos com um amplo conjunto de parceiros para transformar os sistemas alimentares a fim de melhorar a produtividade agrícola, a resiliência, a nutrição e a sustentabilidade; melhorar a saúde primária, inclusive por meio da ampliação do acesso a cuidados de saúde de qualidade para mães e recém-nascidos; e acelerar a ação climática, apoiando esforços de adaptação e mitigação. Continuaremos também com nossa defesa por maiores investimentos e atenção à crise na educação pública, e iniciaremos importantes programas de formação técnica em larga escala para os jovens. Em 2025, realizaremos uma análise aprofundada da situação das mulheres e meninas no país e reafirmaremos nosso compromisso com a promoção da igualdade de género em todas as nossas iniciativas.Alcançar a Agenda 2030 e os ODS requer um compromisso renovado e esforços acelerados, juntamente com parcerias ousadas e inovadoras, com foco na eficiência e na ampliação do nosso impacto. Em nome do UNCT, expresso a minha mais profunda gratidão aos nossos parceiros, colegas da ONU e às populações que servimos. A ONU na Guiné-Bissau permanece firme no apoio às prioridades de desenvolvimento do país, trabalhando lado a lado com parceiros nacionais e internacionais para construir um futuro mais pacífico, próspero, equitativo e resiliente.Geneviève Boutin
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História
17 março 2025
A terra que renasce: A perspetiva da comunidade de Gandua-Can após a inauguração da barragem
Em Gandua-Can, a terra sempre foi o sustento da comunidade. Por gerações, a bolanha garantiu o arroz que alimentava as famílias e gerava renda para mulheres e homens da região. Mas, quando a barragem que controlava as águas se deteriorou, o ciclo da lavoura foi quebrado, e as dificuldades começaram.A luta diária para sobreviver levou muitos a buscar outras formas de sustento. Mama Jassi, de 45 anos, agricultora de Can, viveu essa realidade na pele."Antes, tínhamos muito arroz. Eu podia até oferecer sacos de arroz, não havia dificuldades. Mas desde que a bolanha estragou, só Deus sabe o que passei. Quando chovia, não tínhamos onde plantar. Para conseguir dinheiro, ia comprar peixe no porto e vendia fora. Mas isso era muito cansativo. Eu queria continuar na lavoura, mas sem água para irrigação, o trabalho ficou ainda mais difícil."Sem a barragem, as mulheres continuaram a lavrar como podiam, mas o esforço era dobrado e o retorno cada vez menor. Algumas buscaram alternativas, como a venda de peixe e a produção de óleo de palma, mas a terra continuava sendo sua maior esperança."Eu já não consigo carregar peixe na cabeça para vender. Quero trabalhar na lavoura, como sempre fiz, mas precisamos de mais apoio para facilitar nosso trabalho." A Chegada da mudança: A reabilitação da barragem de Gandua-CanFoi nesse cenário que, em novembro de 2024, o Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Econômico das Regiões do Sul (PADES), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e promovido pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, deu início à reconstrução da barragem de Gandua-Can.A restauração da barragem trouxe vida nova para a comunidade. Agora, 280 hectares de bolanha foram recuperados, beneficiando seis tabancas e impactando diretamente 952 pessoas, incluindo 126 agricultores. O controle da água voltou a ser possível, permitindo que o arroz cresça novamente em condições favoráveis."Agora, trabalharei ainda mais do que antes," afirma Mama Jassi. "Mas ainda precisamos de ajuda. Se tivermos máquinas para lavoura, poderemos produzir com mais facilidade e menos esforço físico.” A perspetiva de um novo futuroPara Chico Cá, de 52 anos, agricultor e delegado regional de Quinara, a nova barragem representa uma conquista importante, mas ele sonha com ainda mais avanços."Antes, caminhávamos até três quilômetros para procurar outra bolanha para cultivar. Agora, com a barragem restaurada, podemos trabalhar aqui, perto de casa. Mas precisamos de uma segunda bolanha ainda maior, a Bolanha de Can, para que mais famílias possam beneficiar-se." Além disso, a barragem trouxe outro benefício fundamental: o controle da vegetação que tomava conta da bolanha. Sem irrigação adequada, as palhas cresceram descontroladamente, tornando o cultivo ainda mais difícil."Se deixarmos a água na bolanha por um mês, ela matará as palhas. Antes, perdíamos muito tempo limpando a terra antes de plantar. Agora, o trabalho será mais rápido."Chico também vê a barragem como uma oportunidade para garantir um futuro melhor para seus filhos."Se eu conseguir produzir arroz suficiente para comer e vender, poderei pagar os estudos dos meus filhos. Quero que eles estudem e tenham uma vida melhor, que possam ser alguém no futuro, como diretores ou até ministros."A força das mulheres na agriculturaMesmo com a barragem restaurada, uma coisa não mudou: são as mulheres que continuam a carregar o peso do trabalho na lavoura."Os terrenos são dos nossos maridos, mas somos nós que lavramos," conta Mama Jassi.Além da lavoura, as mulheres também têm o desafio de sustentar seus filhos e garantir sua educação. Para isso, elas buscam diversificar suas fontes de renda e melhorar sua produção agrícola."Quando lavramos e colhemos, levamos comida para a mesa. Os homens comem o arroz que nós plantamos," diz Mama.As mulheres da comunidade trabalham sob sol forte, plantam e colhem manualmente. Elas pedem acesso a equipamentos modernos, sementes de qualidade e treinamentos que possam facilitar o trabalho e aumentar a produtividade.Juventude e agricultura: oportunidades para o amanhãPara Emílio Alberto Alves Cá, de 37 anos, agricultor e estudante, a barragem representa uma oportunidade para os jovens."Se produzirmos nosso arroz aqui, poderemos economizar o dinheiro do caju para pagar os estudos dos nossos filhos, irmãos e até os nossos próprios estudos." Antes da barragem, ele precisava caminhar quatro quilômetros todos os dias para conseguir trabalhar na lavoura. Hoje, com a infraestrutura restaurada, a vida mudou.Mas ele também destaca que conhecimento é essencial para o futuro da agricultura."Queremos aprender mais sobre a bolanha, entender a lama, saber qual semente plantar. O governo pode nos ajudar colocando jovens para estudar mais sobre agricultura."Os jovens da comunidade querem trabalhar, aprender e contribuir para o crescimento da produção agrícola, mas precisam de mais oportunidades e formação técnica. Unidos pelo desenvolvimento sustentávelApesar das dificuldades, a solidariedade sempre manteve a comunidade de Quinara e Tombali unida."Se um tinha arroz e outro não, nós dividíamos," conta Chico Cá. "Se alguém precisava de ajuda, ajudávamos. É assim que sobrevivemos até aqui."Agora, com a barragem de Gandua-Can restaurada, os agricultores têm uma nova missão: garantir que essa estrutura seja bem cuidada para que continue beneficiando futuras gerações."Temos que tratar essa barragem com respeito. Se estragarmos, seremos nós que sofreremos novamente," alerta Chico.O Caminho adianteA restauração da barragem de Gandua-Can devolveu esperança e oportunidades às famílias da região. Mas há desafios a superar: falta de insumos, necessidade de máquinas, acesso à formação técnica e a busca por novas bolanhas.Os agricultores, no entanto, estão prontos para trabalhar. Eles sabem que a terra voltou a lhes dar uma chance e que, com dedicação, poderão transformar essa oportunidade em um futuro melhor para suas famílias e suas comunidades."Queremos trabalhar. Queremos produzir. Queremos que nossos filhos tenham um futuro melhor," conclui Chico Cá.A terra de Gandua-Can renasceu – e com ela, a esperança de um amanhã mais próspero e sustentável para toda a região.
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Publicação
09 maio 2025
Direitos humanos: Guiné-Bissau é alvo de 224 recomendações em revisão da ONU
A Guiné-Bissau foi examinada em 2 de maio de 2025 durante a 49ª sessão do Exame Periódico Universal (EPU) do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A delegação nacional foi chefiada pelo Sr. Degol Mendes. A avaliação contou com o apoio da troika composta por Quirguistão, Malawi e Bolívia. Três documentos — um relatório nacional, uma compilação de informações da ONU e um resumo de contribuições de partes interessadas — serviram de base para a análise. Vários países submeteram perguntas antecipadas sobre justiça, meio ambiente, educação e direitos da criança. O relatório final com as recomendações foi adotado em 7 de maio.
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24 julho 2024
Princípios Globais para a Integridade da Informação
Após uma ampla série de consultas com os Estados-membros, o setor privado, lideranças jovens, mídia, academia e sociedade civil, a ONU lançou em junho de 2024 seus Princípios Globais das Nações Unidas para a Integridade da Informação. O documento lista recomendações para uma ação urgente destinada a reduzir os danos causados pela propagação da desinformação e do discurso de ódio. As recomendações buscam promover espaços de informação mais saudáveis e seguros que defendam os direitos humanos, sociedades pacíficas e um futuro sustentável. No lançamento dos Princípios, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo urgente aos governos, às empresas de tecnologia, aos anunciantes e ao setor de relações públicas que assumam a responsabilidade pela disseminação e monetização de conteúdo que resultam em danos. Os Princípios Globais para a Integridade da Informação abordam também os riscos impostos pelo avanço da Inteligência Artificial (IA). A tradução do documento em português foi preparada pelo Escritório da Coordenadora Residente da ONU no Brasil e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). Para saber mais, leia também o Informe do secretário-geral da ONU sobre Integridade da Informação nas Plataformas Digitais, de junho de 2023, disponível em português na página da ONU Brasil.
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História
09 fevereiro 2026
ONU reforça compromisso ambiental em visita técnica aos vazadouros de Antula e Safim
Reafirmando o compromisso contínuo das Nações Unidas em fortalecer as capacidades nacionais, apoiar soluções sustentáveis e melhorar as condições de vida da população, uma equipa da ONU, composta pela Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas, pela Representante do PNUD e por técnicos ambientais, realizou no dia 9 de fevereiro uma visita conjunta aos vazadouros de Antula e Safim.
O principal motivo desta visita foi observar, no terreno, a aplicação do Método Fukuoka, uma tecnologia japonesa inovadora para a gestão de resíduos, implementada com o apoio de especialistas do Japão, bem como avaliar de perto a situação ambiental crítica decorrente da má gestão dos resíduos sólidos urbanos e das suas consequências para a saúde pública, o ambiente e os ecossistemas costeiros.
Durante a visita, a delegação manteve um diálogo direto com catadores e compradores de resíduos no vazadouro de Safim, reforçando a importância da economia circular, da valorização dos materiais recicláveis e da promoção de meios de subsistência mais dignos.
Esta iniciativa é implementada pelo PNUD em parceria com a UN‑Habitat, com financiamento do Governo do Japão.
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História
05 novembro 2025
Diálogo para a Mudança: Reforçar a Governação da Saúde e a Coesão Social na Guiné-Bissau
O ambiente na sala de espera da urgência do Hospital Regional de Bafatá, na Guiné-Bissau, é de tristeza e ansiedade. Enquanto as famílias aguardam pacientemente por notícias dos seus entes queridos, muitas enfrentam dificuldades para lidar com os diagnósticos ou não têm meios para suportar os custos dos cuidados médicos necessários. Agora, porém, sabem que têm apoio: um assistente social hospitalar.Aqui, em Bafatá, na zona leste da Guiné-Bissau, a comunidade pode contar com o apoio de Sana Fati, assistente social hospitalar, que presta apoio psicossocial e fornece informações sobre os serviços de saúde disponíveis gratuitamente. Em outras palavras, atua como defensor dos pacientes. “Os assistentes sociais ajudam os pacientes a compreender os seus direitos em matéria de saúde”, explica, após visitar doentes internados em situação de vulnerabilidade.Neste pequeno país da África Ocidental, mais de dois terços da população vive abaixo da linha da pobreza, e um terço em situação de pobreza extrema. O setor público da saúde é cronicamente subfinanciado, e os serviços de saúde de qualidade são raramente acessíveis, especialmente nas zonas rurais. Em resposta, o projeto “Reforço da coesão social através da promoção de uma governação, gestão e administração inclusivas e eficazes no setor público da saúde”, apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF) e implementado pela OMS, UNICEF, com apoio da Interpeace e Voz di Paz, visa garantir o acesso a melhores serviços de saúde para todos e reconstruir a confiança nas instituições públicas de saúde.Reforço do Diálogo no Setor da Saúde: A Equipa MistaA juntar aos desafios existentes, as greves recorrentes de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde, motivadas por más condições de trabalho e remunerações inadequadas, paralisam frequentemente os serviços de saúde do país. Estas greves podem durar dias ou semanas, com um impacto negativo significativo na população, que não dispõe de alternativas de cuidados de saúde.Para ajudar a enfrentar este desafio crónico, a OMS apoiou a criação de um mecanismo formal de diálogo que permite a todas as partes — governo, profissionais de saúde e sociedade civil — dialogar, ouvir e negociar. A Equipa Mista é um grupo de trabalho composto por representantes dos Ministérios da Saúde, das Finanças e da Administração Pública, bem como por representantes sindicais e associações profissionais. Pedro Mendonça, representante do Ministério da Administração Pública na Equipa Mista, afirma que a sua principal função é “criar uma ponte de comunicação entre o grupo [de profissionais de saúde insatisfeitos] e o Ministério”. Com este mecanismo, as autoridades nacionais dispõem agora de um canal direto para ouvir as reivindicações e responder de forma atempada, reduzindo as tensões no setor.Os representantes sindicais também reconhecem o seu impacto: “Pode servir como uma ferramenta importante na prevenção e resolução de conflitos no setor”, afirma Yoio Correia, do SINETSA, o sindicato dos enfermeiros e técnicos de saúde. O diálogo pode “reduzir as sucessivas ondas de problemas graves que têm afetado fortemente o funcionamento normal do setor e a qualidade da prestação de serviços”, acrescenta. O grupo foi criado em maio de 2024 e tem-se reunido regularmente desde então.Pedro Mendonça admite que este será um processo longo, mas acredita que, através do diálogo, será possível identificar claramente os principais problemas relacionados com salários e condições de trabalho. Embora as autoridades reconheçam o legítimo direito à greve, pretendem negociar a sua duração, procurando garantir que as populações não sejam fortemente afetadas pela ausência prolongada de cuidados de saúde. Além disso, com um grupo dedicado ao acompanhamento das promessas e compromissos assumidos pelo Estado para com os profissionais de saúde, acredita que será mais fácil assegurar a responsabilização.Ao promover o diálogo e a cooperação, a Equipa Mista está a construir confiança e a criar um ambiente mais construtivo — um passo importante rumo à estabilidade e resiliência do setor da saúde na Guiné-Bissau.O projeto visa não apenas melhorar os serviços de saúde e reforçar a capacidade institucional, mas também transformar a forma como a governação da saúde é compreendida e implementada. Dar voz às populações marginalizadas é um passo essencial. Por isso, uma das contribuições mais significativas tem sido o reforço da força de trabalho dos serviços sociais na Guiné-Bissau — uma profissão vital para garantir cuidados inclusivos e baseados nos direitos, especialmente em zonas com acesso limitado aos serviços de saúde. Ao capacitar os assistentes sociais com competências, ferramentas e reconhecimento, o projeto está não só a melhorar a prestação de serviços, mas também a reforçar a confiança entre os cidadãos e as instituições — uma base essencial para a paz e a coesão social.O assistente social Sana Fati, que trabalha em Bafatá, recorda o apoio prestado a uma jovem mãe cujo recém-nascido enfrentava uma infeção grave e que não tinha meios para pagar o tratamento. Os serviços de saúde precisam de ter um assistente social por causa das dificuldades económicas da população em geral”, explica. Graças ao projeto, Sana recebeu formação e recursos para ajudar a mãe a obter tratamento gratuito, ao mesmo tempo que a informava sobre os seus direitos em matéria de saúde. Ao garantir que mesmo os mais vulneráveis possam aceder aos cuidados, assistentes sociais como Sana reforçam a ligação entre as famílias e os serviços públicos, reduzindo o sentimento de exclusão que frequentemente alimenta a desconfiança.Ao promover o diálogo e a cooperação, a Equipa Mista está a construir confiança e a criar um ambiente mais construtivo — um passo importante rumo à estabilidade e resiliência do setor da saúde na Guiné-Bissau.O projeto visa não apenas melhorar os serviços de saúde e reforçar a capacidade institucional, mas também transformar a forma como a governação da saúde é compreendida e implementada. Dar voz às populações marginalizadas é um passo essencial. Por isso, uma das contribuições mais significativas tem sido o reforço da força de trabalho dos serviços sociais na Guiné-Bissau — uma profissão vital para garantir cuidados inclusivos e baseados nos direitos, especialmente em zonas com acesso limitado aos serviços de saúde. Ao capacitar os assistentes sociais com competências, ferramentas e reconhecimento, o projeto está não só a melhorar a prestação de serviços, mas também a reforçar a confiança entre os cidadãos e as instituições — uma base essencial para a paz e a coesão social.O assistente social Sana Fati, que trabalha em Bafatá, recorda o apoio prestado a uma jovem mãe cujo recém-nascido enfrentava uma infeção grave e que não tinha meios para pagar o tratamento. “Os serviços de saúde precisam de ter um assistente social por causa das dificuldades económicas da população em geral”, explica. Graças ao projeto, Sana recebeu formação e recursos para ajudar a mãe a obter tratamento gratuito, ao mesmo tempo que a informava sobre os seus direitos em matéria de saúde. Ao garantir que mesmo os mais vulneráveis possam aceder aos cuidados, assistentes sociais como Sana reforçam a ligação entre as famílias e os serviços públicos, reduzindo o sentimento de exclusão que frequentemente alimenta a desconfiança.“Um assistente social hospitalar é um profissional com formação transversal que presta apoio aos pacientes de acordo com as suas necessidades”, explica Filomeno Barbosa, Diretor do Serviço Social Hospitalar. “Não apenas ao paciente, mas também à família”, acrescenta. A Guiné-Bissau conta com 52 assistentes sociais hospitalares a trabalhar em hospitais e unidades de saúde de menor dimensão, embora quase um terço esteja concentrado na capital, Bissau. O projeto desempenhou um papel decisivo no reforço desta força de trabalho: capacitando os profissionais através de formações em saúde mental e apoio psicossocial, melhorando a resposta à violência e aos abusos (incluindo a violência baseada no género – VBG), e fortalecendo o sistema de saúde no seu conjunto. Para apoiar a Direção-Geral da Gestão Hospitalar, o projeto forneceu ferramentas essenciais: tablets, equipamentos informáticos, viaturas e motorizadas, permitindo aos assistentes sociais alargar o seu alcance a regiões remotas e carenciadas.Em Gabú, outra região do leste do país, o assistente social Madi Gassi sublinha a urgência deste trabalho: “Recebemos vários casos de violência contra crianças, sendo os mais frequentes os de abuso sexual. É bastante comum aqui, e as vítimas são sempre meninas.” Com a formação e o apoio logístico proporcionados pelo projeto, assistentes sociais como Madi conseguem agora documentar e reportar casos de forma mais eficaz, realizar visitas domiciliárias e prestar apoio psicossocial. Estas intervenções não só protegem as crianças contra abusos, como também quebram ciclos de silêncio e impunidade que ameaçam a estabilidade social. Os resultados são visíveis. Desde o início do projeto, o número de assistentes sociais que reportam casos de violência baseada no género (VBG) aumentou de 6 para 32, com 50 casos (15 rapazes e 35 raparigas) referenciados e acompanhados. 32 assistentes sociais receberam formação em saúde mental, apoio psicossocial e resposta à VBG. Este investimento reforçou tanto o alcance como a qualidade do seu trabalho, transformando os assistentes sociais em agentes de primeira linha na proteção, dignidade e reconciliação nas suas comunidades.No final de uma formação na região de Tombali, a assistente social Inácia Ventura refletiu:“Vou mudar a forma como trabalho e aplicar o que aprendi. Precisamos de explicar aos adultos como as crianças devem ser tratadas, porque as pessoas não percebem que as crianças têm direitos.”Esta crescente consciência dos direitos, das responsabilidades e da humanidade partilhada é uma das contribuições mais poderosas do projeto para a consolidação da paz no país.O projeto, também cofinanciado por Portugal através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e pelo PNUD, operacionalizou uma linha de apoio à saúde, a Linha Saúde 24H, que recebe chamadas de pessoas à procura de informações sobre saúde, encaminhamentos médicos, reclamações ou denúncias de abusos. Em funcionamento desde junho de 2024, este centro de atendimento já recebeu mais de 11.000 chamadas, principalmente de jovens e mulheres, com queixas sobre o consumo de drogas ilícitas, má qualidade dos serviços e violência baseada no género.Compreender a perceção da população sobre os serviços de saúde prestados na Guiné-Bissau foi igualmente essencial. O projeto criou o Barómetro da Saúde, recolhendo as opiniões de mais de 3.500 utilizadores dos serviços de saúde e profissionais do setor, incluindo 51% de mulheres e 52% de jovens. O barómetro deu às comunidades a oportunidade de identificar os problemas e sugerir alternativas, promovendo o seu empoderamento. As principais queixas foram transformadas em recomendações, tais como o aumento do investimento público na saúde, o reforço do Serviço de Inspeção da Saúde e a informação aos pacientes sobre os seus direitos. O próximo passo do projeto é apoiar a criação de propostas concretas para que o Ministério da Saúde e o Governo, em geral, possam implementar as recomendações da população.Em conjunto, estas intervenções — o reforço dos assistentes sociais, o apoio à Linha Saúde 24H, o Barómetro da Saúde e a Equipa Mista — começaram a sanar as fraturas no sistema de saúde da Guiné-Bissau. Este projeto pode ser considerado uma referência para outros contextos frágeis, demonstrando como uma governação inclusiva da saúde pode abordar causas profundas e reconstruir a confiança onde os sistemas têm sido historicamente frágeis.
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História
13 outubro 2025
Visita do Diretor do PBF reforça compromisso da Guiné-Bissau com paz inclusiva e desenvolvimento sustentável
Entre 6 e 11 de outubro de 2025, o Diretor do Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (PBF), Sr. Brian J. Williams, realizou uma missão de trabalho à Guiné-Bissau, reforçando o compromisso do Fundo com iniciativas de paz lideradas nacionalmente, desenvolvimento inclusivo e governação fortalecida. A visita teve como objetivo avaliar as iniciativas em curso, envolver os principais atores nacionais e identificar oportunidades para consolidar progressos e expandir modelos bem-sucedidos.Durante a missão, o Sr. Williams reuniu-se com altos representantes do Governo, incluindo o Primeiro-Ministro S.E. Sr. Braima Camara, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades S.E. Sr. Carlos Pinto Pereira, e outros ministros responsáveis pela Justiça, Interior, Ambiente, Juventude e Assuntos da Mulher. Estes encontros reafirmaram o compromisso do Governo em fortalecer o Estado de Direito, promover a coesão social e criar oportunidades inclusivas para mulheres e jovens. Destacando o papel central das comunidades na consolidação de uma paz sustentável, o Sr. Williams afirmou:“É fundamental envolver as comunidades locais na consolidação da paz. Quando falamos de comunidades, referimo-nos a todos os seus elementos: líderes tradicionais, mulheres e a sua participação, jovens e líderes religiosos. Todos têm um papel a desempenhar. Um verdadeiro envolvimento comunitário significa incluir todos.”Oficinas estratégicas e diálogo multissetorialA missão culminou com dois dias de oficinas estratégicas, coorganizadas com o Governo e o Sistema das Nações Unidas, centradas na avaliação da carteira de projetos do PBF, nas prioridades nacionais de consolidação da paz, nas instituições do Estado de Direito e segurança (ROLSI), e na interligação entre clima, paz e segurança. Participaram representantes do Governo, da sociedade civil e membros da comunidade diplomática, abordando os seguintes temas:Prioridades Nacionais de Consolidação da Paz, com intervenções do Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e Comunidades.Estado de Direito e Instituições de Segurança (ROLSI), com discurso principal do Primeiro-Ministro e intervenções de representantes dos Ministérios da Justiça, dos Direitos Humanos e do Interior, bem como membros da comunidade diplomática.Clima, Paz e Segurança, com contribuições do Ministro do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática. Estes diálogos lançaram as bases para o próximo Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNSDCF) e para o Quadro Estratégico de Consolidação da Paz, alinhados com as prioridades nacionais e integrando perspetivas de gênero, juventude e sociedade civil.O Primeiro-Ministro reafirmou a importância da justiça e da segurança como espinha dorsal da estabilidade nacional:“Quando elas funcionam, todo o edifício do Estado se fortalece; quando falham, todo o país se fragiliza. Por isso, o Governo reafirma seu compromisso inabalável com a reforma da justiça e da segurança, baseada na independência, eficiência, responsabilidade e transparência das instituições.”A missão incluiu ainda encontros com representantes da sociedade civil, redes de mulheres, organizações juvenis, grupos de direitos humanos e meios de comunicação, reforçando o enfoque do Fundo na participação inclusiva e na integração das perspetivas das comunidades locais nas políticas de consolidação da paz. Impacto em campo: BafatáUma visita de campo a Bafatá permitiu à delegação observar diretamente os resultados dos projetos apoiados pelo PBF. A visita incluiu a Direção Regional da Polícia Judiciária em construção, o Centro de Acesso à Justiça (CAJ) e os Clubes de Escuta comunitários, que fortaleceram a governação local, promoveram o acesso à justiça, capacitaram mulheres e jovens e facilitaram mecanismos de prevenção de conflitos. Beneficiários partilharam experiências que ilustram o efeito transformador destas iniciativas na coesão social, resiliência comunitária e melhoria das condições de vida.A Coordenadora Residente das Nações Unidas, Sra. Geneviève Boutin, destacou:“Esta visita demonstrou a forte liderança do Governo e o compromisso de todos os parceiros em construir uma Guiné-Bissau pacífica, justa, inclusiva e resiliente. O PBF continua a desempenhar um papel catalisador na ligação entre comunidades, instituições e desenvolvimento sustentável.”Sobre o PBF na Guiné-BissauDesde 2008, o PBF investiu mais de 68 milhões de dólares na Guiné-Bissau, com foco em fortalecer a governação, a justiça, a coesão social e a inclusão de mulheres e jovens. As prioridades atuais incluem diálogo político, combate ao crime organizado, fortalecimento das instituições democráticas, proteção dos direitos humanos e promoção de oportunidades socioeconómicas.A visita do Diretor do PBF reafirmou a importância das parcerias estratégicas e das abordagens centradas na comunidade, oferecendo perceções concretas para orientar futuras iniciativas e contribuir para uma Guiné-Bissau mais resiliente, pacífica e inclusiva.
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História
01 outubro 2025
Diálogo com a Juventude: Promover Inclusão e Progresso ou algo do género
Em comemoração do 30.º aniversário do Programa Mundial de Ação para a Juventude (WPAY) e do Dia Internacional da Paz, a Equipa de País da ONU (UNCT), em parceria com mais de 10 redes juvenis, instituições governamentais e com o apoio do Fundo para a Consolidação da Paz (PBF), realizou em Bissau o Diálogo de Liderança Juvenil. A Guiné-Bissau possui uma das populações mais jovens do mundo, com mais de 60% da população abaixo dos 25 anos, representando uma oportunidade única para colocar a juventude no centro do desenvolvimento, da paz e da tomada de decisões. Apesar disso, os jovens continuam a enfrentar desafios significativos, incluindo acesso limitado a educação de qualidade, emprego digno, serviços de saúde adequados e participação insuficiente nos processos de governação, com impactos particularmente sentidos por raparigas e jovens mulheres.O Diálogo de Liderança Juvenil proporcionou um espaço seguro e inclusivo para ouvir as prioridades, ideias e soluções dos jovens, reunindo participantes de todas as regiões do país. O encontro reforçou o compromisso das Nações Unidas em trabalhar em estreita parceria com a juventude, tornando-se um momento-chave na preparação do próximo Quadro de Cooperação da ONU que será construído de forma participativa, alinhado às prioridades nacionais e às aspirações da juventude guineense. Principais recomendações dos jovens:Garantir educação inclusiva e de qualidade, incluindo medidas específicas para raparigas e jovens com deficiência.Criar oportunidades de emprego digno e empreendedorismo, promovendo autonomia económica e desenvolvimento comunitário.Reforçar a participação significativa nos processos de decisão política, assegurando que as vozes da juventude sejam ouvidas.Melhorar o acesso a serviços de saúde adequados, com atenção especial às necessidades das raparigas e jovens mulheres.Apoiar iniciativas de liderança juvenil e programas comunitários, capacitando jovens para serem agentes ativos de mudança.O encontro reforçou a capacidade da UNCT e do Governo de ouvir e compreender as prioridades da juventude, destacando o papel estratégico dos jovens como parceiros na construção da paz e do desenvolvimento sustentável. Este momento evidencia a importância de integrar as perspetivas juvenis em processos de planeamento e decisão, promovendo soluções inovadoras e contextualizadas para os desafios da Guiné-Bissau.O Diálogo de Liderança Juvenil demonstrou que investir na juventude não é apenas um imperativo de desenvolvimento, mas também um pré-requisito para a paz, estabilidade e crescimento inclusivo no país.
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História
29 setembro 2025
Parceria fortalece resposta da Guiné-Bissau aos desafios florestais
As florestas cobrem mais de dois terços do território da Guiné-Bissau e desempenham um papel vital na subsistência das comunidades, na proteção das zonas costeiras e na segurança alimentar. No entanto, enfrentam ameaças crescentes devido à desflorestação, à degradação dos solos e às alterações climáticas. As florestas são vitais para a economia, a biodiversidade e a resiliência climática da Guiné-Bissau, mas continuam sob pressão devido ao desmatamento e à falta de investimento. Para enfrentar esses desafios e colmatar a lacuna de financiamento, o Secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFFS) e o Governo da Guiné-Bissau, em parceria com o Escritório da Coordenadora Residente da ONU, organizaram um workshop de três dias em Bissau (23 a 26 de setembro). O objetivo foi desenvolver uma estratégia nacional de financiamento florestal de longo prazo, alinhada com as prioridades do país e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O workshop reuniu 40 especialistas do governo, parceiros de desenvolvimento, sociedade civil e academia. Um dos principais resultados foi a finalização da primeira Estratégia Nacional de Financiamento Florestal da Guiné-Bissau, desenvolvida com o apoio do UNFFS por meio da Rede Global de Facilitação de Financiamento Florestal (GFFFN).O principal resultado do encontro foi a validação, por especialistas nacionais, do rascunho da estratégia de financiamento florestal, bem como o reforço das suas capacidades técnicas nesta área. Este avanço representa um passo concreto rumo à mobilização de recursos financeiros sustentáveis para proteger e valorizar os ecossistemas florestais do país.Durante a sessão de abertura, a Coordenadora Residente da ONU, Genevieve Boutin, e o Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural sublinharam o papel estratégico das florestas no desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau e reafirmaram o compromisso de apoiar a implementação da estratégia, com vista a transformar o setor florestal num motor de crescimento inclusivo e resiliente.
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Comunicado de Imprensa
08 março 2026
Secretário-Geral da Nações Unidas sobre o Dia Internacional da Mulher: Oito ações para um mundo mais igualitário.
No decurso de quase uma década como Secretário-Geral das Nações Unidas vi o nosso mundo ser repetidamente posto à prova - por choques climáticos, agravamento da pobreza, conflitos violentos e redução do espaço cívico.No entanto, também testemunhei o surgimento de muitas soluções, todas elas com um denominador comum: as mulheres.Nesta ocasião em que o mundo assinala o Dia Internacional da Mulher, é tempo de reconhecer que a desigualdade de género é o maior desafio de direitos humanos que enfrentamos e que a promoção da igualdade constitui um dos motores mais fortes do desenvolvimento sustentável e da paz.Para enfrentar esse desafio, e com base na minha própria experiência e inspirando-me no trabalho do sistema das Nações Unidas e de movimentos da sociedade civil em todo o mundo, proponho oito áreas de ação destinadas a promover os direitos das mulheres e a alcançar resultados concretos.1. Corrigir os Desequilíbrios de Poder. A igualdade de género é uma questão de poder, mas as instituições dominadas por homens continuam a moldar o nosso mundo. Uma maré crescente de autoritarismo está a aprofundar estas desigualdades, revertendo conquistas arduamente alcançadas – de práticas laborais justas a direitos reprodutivos – e enraizando preconceitos raciais e de género que limitam a vida das mulheres. A igualdade de género eleva as sociedades. Quando o poder é partilhado, a liberdade expande-se.2. Fazer da Paridade uma Prioridade. As mulheres estão extremamente sub-representadas em governos e administrações empresariais em todo o mundo. Na ONU, decidimos fazer da paridade uma prioridade, começando pela liderança de topo. Alargámos a procura de candidatas qualificadas – sem baixar padrões de exigência. A ONU saiu fortalecida, com uma melhor cultura de trabalho e um processo de tomada de decisões mais inclusivo. A lição é clara: quando as instituições optam pela igualdade, os resultados aparecem. 3. Apostar no Investimento Mais Rentável. O investimento nas mulheres gera retornos extraordinários. Cada dólar investido na educação de meninas, resulta num retorno três vezes superior. No âmbito da saúde materna e do planeamento familiar, a rentabilidade ascende a oito vezes o investimento. As políticas de apoio às famílias – como cuidados infantis e apoio a idosos – fortalecem as comunidades e estimulam o crescimento. Em conjunto, todos estes esforços estão na base da redução das desigualdades de género – e encerram o potencial de aumentar o rendimento nacional em cerca de 20%.4. Assegurar um lugar à mesa de negociações de Paz. Os acordos de paz são mais duradouros quando as mulheres participam na sua negociação e aplicação. No entanto, em demasiados conflitos – incluindo Gaza, Ucrânia e Sudão – as mulheres têm sido praticamente afastadas, apesar de suportarem o maior fardo da guerra. Num tempo de crescente instabilidade, a inclusão não é uma mera exigência simbólica – mas a melhor via para estabilizar um mundo fraturado.5. Acabar com a Discriminação Legal. À escala global, as mulheres detêm apenas 64% dos direitos legais usufruídos pelos homens. Em demasiados lugares, não podem deter propriedade, trabalhar livremente ou pedir o divórcio. Mesmo em muitos países onde vigoram algumas garantias jurídicas, enfrentam barreiras acrescidas no acesso à justiça. Todos os países devem assumir o compromisso de eliminar leis discriminatórias e garantir que os direitos são efetivamente aplicados na prática.6. Tolerância Zero para com a Violência de Género - e Zero Desculpas. A violência contra as mulheres é uma emergência global, enraizada na desigualdade e sustentada pelo silêncio. Todas as mulheres e meninas têm o direito de viver sem medo. Contudo, a violência baseada no género – incluindo exploração e abuso sexual – continua a ser uma realidade que viola a confiança e o respeito pela humanidade. Devemos enfrentá-la em todo o lado: com tolerância zero, total responsabilização dos perpetradores e apoio inabalável às sobreviventes.7. Eliminar distorções no setor tecnológico. Dado que as mulheres representam apenas um quarto do total dos profissionais no setor tecnológico, o preconceito está cada vez mais integrado nos sistemas que moldam o nosso quotidiano. Entretanto, a misoginia online dispara. As empresas tecnológicas e os governos devem agir em conjunto para criar espaços digitais seguros e inclusivos e o mundo deve redobrar esforços para remover as barreiras que impedem às meninas o acesso à ciência e à tecnologia. 8. Integrar a perspetiva de Género na Ação Climática. As alterações climáticas são “sexistas”. Quando geram crises alimentares, verifica-se que, muitas vezes, as mulheres são as últimas a ter acesso a alimentos; quando geram situações de emergência verifica-se que as mulheres enfrentam maior perigo. Acresce que que as meninas deparam-se com uma maior probabilidade de casamento infantil quando os meios de subsistência colapsam. Mas as mulheres também lideram soluções climáticas – promovendo legislação verde, impulsionando movimentos globais e liderando mudanças no terreno. Um planeta habitável exige políticas climáticas sensíveis ao género: igual acesso a empregos verdes, melhor proteção em situações de emergência e participação plena na tomada de decisões ambientais.Por todo o mundo, vi que estas oito áreas de ação funcionam na prática – em zonas de guerra e em contextos de reconstrução, em parlamentos e em salas de aula, em organizações e em comunidades. Se os líderes levarem a sério a igualdade de género e se comprometerem com estas ações agora, mudaremos o mundo – para as mulheres e meninas e para todos nós.
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Comunicado de Imprensa
06 fevereiro 2026
Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina
Hoje assinalamos o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, sob o lema “Rumo a 2030: Não há fim para a MGF sem compromisso e investimentos sustentáveis”.A mutilação genital feminina (MGF) é uma grave violação dos direitos humanos, com consequências físicas, psicológicas e sociais ao longo de toda a vida. Globalmente, mais de 230 milhões de meninas e mulheres vivem com os seus impactos.Na Guiné-Bissau, estima se que 400.000 meninas e mulheres tenham sido submetidas à MGF, com taxas alarmantes de prevalência em Gabú (96%), Bafatá (87%) e Quinara (59%). Sem uma ação acelerada, metade das meninas poderá estar em risco nos próximos anos.Pôr fim à MGF exige investimento sustentável e de longo prazo, nomeadamente em:• Educação das raparigas, garantindo que todas têm acesso às oportunidades e ao conhecimento necessários para decidirem sobre o seu próprio futuro.• Empoderamento de adolescentes e jovens, fortalecendo a sua capacidade de questionar práticas nocivas e promover a igualdade de género.• Transformação das normas sociais, através do trabalho com comunidades, líderes religiosos e tradicionais, famílias e agentes locais, para mudar atitudes e comportamentos.• Amplificação das vozes das sobreviventes, assegurando que as suas experiências orientam políticas e ações comunitárias. #invest2endfgm #EndFGM #GuinéBissau #DireitosDasMulheres #TolerânciaZeroMGF
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Comunicado de Imprensa
26 dezembro 2025
Declaração à Imprensa – Detenções Arbitrárias na Guiné-Bissau
A libertação, na terça-feira, de seis figuras da oposição detidas na Guiné-Bissau é um passo encorajador. No entanto, é necessário fazer mais. As autoridades devem pôr fim a todas as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos contra defensores dos direitos humanos e restrições às liberdades de expressão, associação e reunião pacífica.O nosso Escritório teve acesso a quatro indivíduos detidos na semana passada, o que constitui um passo importante. Contudo, as famílias de vários outros detidos continuam sem informações sobre o seu destino, paradeiro ou acusações contra eles. Isto pode equivaler a desaparecimento forçado. Apelamos aos atores responsáveis para que assegurem a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas pelo exercício dos seus direitos humanos.FIMhttps://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/12/guinea-bissau-authorities-must-end-arbitrary-detentions-and-all-forms?fbclid=IwY2xjawO7o7RleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEexrwMzZc5wSuWndn5omio-GfqO6--oJo2K9cszauGUkorMbo6lB0BVMB-WQI_aem_AtI4bcjEv9iO_gsrN9OY8g
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Declaração do Porta-voz do Secretário-Geral – sobre a Guiné-Bissau
O Secretário-Geral está profundamente preocupado com os acontecimentos em curso na Guiné-Bissau. Ele condena veementemente o golpe de Estado perpetrado por elementos das forças armadas e qualquer tentativa de violar a ordem constitucional. Ele sublinha que qualquer desrespeito pela vontade do povo, que votou pacificamente durante as eleições gerais de 23 de novembro, constitui uma violação inaceitável dos princípios democráticos.O Secretário-Geral apela à restauração imediata e incondicional da ordem constitucional, bem como à libertação de todos os funcionários detidos, incluindo os responsáveis pelo processo eleitoral, líderes da oposição e outros atores políticos. Ele insta todas as partes interessadas a exercerem a máxima contenção, a defenderem as instituições democráticas e o Estado de direito, e a respeitarem a vontade do povo, agindo em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional dos direitos humanos. Ele enfatiza que os litígios devem ser resolvidos através de um diálogo pacífico e inclusivo e por vias legais.O Secretário-Geral reafirma o pleno apoio das Nações Unidas aos esforços da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, da União Africana e do Fórum de Anciãos da África Ocidental para salvaguardar a democracia, promover a estabilidade e ajudar a Guiné-Bissau a concluir o processo eleitoral de forma pacífica e a regressar rapidamente ao seu caminho democrático.Stéphane Dujarric, Porta-voz do Secretário-Geral
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
Nova Iorque, 27 de novembro de 2025
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Comunicado de Imprensa
28 novembro 2025
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanos
Türk deplora violações pós-golpe e apela ao respeito pelos direitos humanosGENEBRA (28 de novembro de 2025) – O Chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, apelou nesta sexta-feira às autoridades militares da Guiné-Bissau para que respeitem e protejam os direitos humanos, após relatos de prisões motivadas politicamente e uso de força desnecessária ou desproporcional na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.Pelo menos 18 pessoas foram detidas arbitrariamente, entre elas funcionários do Governo, magistrados e líderes da oposição. A maioria estaria sendo mantida incomunicável.“Estou profundamente alarmado com relatos de violações de direitos humanos na Guiné-Bissau após o golpe, incluindo prisões e detenções arbitrárias de autoridades governamentais e líderes da oposição, bem como ameaças e intimidação contra órgãos de comunicação e jornalistas”, disse Türk. “É fundamental que as autoridades militares cumpram as normas e padrões internacionais de direitos humanos, garantindo, entre outras medidas, a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas arbitrariamente.”Após o golpe – que ocorreu enquanto o povo da Guiné-Bissau aguardava os resultados das eleições presidenciais e parlamentares realizadas em 23 de novembro – várias rádios independentes foram temporariamente encerradas durante invasões ilegais às suas sedes. O acesso à Internet e às redes sociais também foi interrompido na quarta e quinta-feira.O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos também expressou preocupação com relatos de que as forças de segurança usaram força desnecessária ou desproporcional, incluindo munição real, para dispersar manifestantes pacíficos após o golpe na capital, Bissau.“As autoridades militares devem garantir que respeitam plenamente as liberdades fundamentais de todos, incluindo o direito à reunião pacífica”, afirmou Türk.Ele reiterou a forte condenação do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, à tomada militar do poder e seu apelo para a restauração imediata e incondicional da ordem constitucional na Guiné-Bissau. Türk também manifestou preocupação com a decisão das autoridades militares de suspender o processo eleitoral, em violação ao direito dos cidadãos de participar nos assuntos públicos do seu país.https://www.ohchr.org/en/press-releases/2025/11/guinea-bissau-turk-deplores-post-coup-violations-urges-respect-human-rights?fbclid=IwY2xjawOW3hNleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFNMm81OENZcXA1b2Rya3JRc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHksjIZgb5-JK0raT1-WSzD8MKqNFrFB0ye8J694uDG-cFUSb8VcCfwstU9Nt_aem_xYohH7d6Mkc73BfPWRYK_Q
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