Guiné-Bissau deve priorizar água e saneamento, alerta especialista da ONU
19 março 2025
Apenas 24% da população tem água potável segura. Relator da ONU insta governo a agir para garantir acesso a água e saneamento.
No dia 19 de março, num evento realizado no Hotel Ceiba, o sr. Pedro Arrojo-Agudo, o relator especial para os direitos humanos, apresentou os primeiros resultados da sua missão oficial à Guiné-Bissau sobre o acesso à água e ao saneamento. O especialista apelou ao governo para que priorize urgentemente estes serviços essenciais para melhorar a qualidade de vida da população, especialmente mulheres e crianças.
𝐀 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞: Apenas 𝟐𝟒% 𝐝𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 tem acesso a serviços de água potável geridos de forma segura. Muitas mulheres e raparigas enfrentam longas caminhadas diárias para obter água, que muitas vezes 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐮𝐦𝐨.
𝐏𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐚𝐜𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐧𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚:
- Falta de água potável e instalações sanitárias em escolas e hospitais
- Alto índice de doenças como diarreia e malária devido à contaminação da água
- Impacto das alterações climáticas e risco de salinização dos aquíferos
- Necessidade de fortalecer a gestão comunitária e local do setor
𝐎 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐚 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫:
- Priorizar o financiamento nacional para água e saneamento
- Proteger aquíferos e melhorar infraestruturas
- Sensibilizar para a cloração da água
- Reforçar os programas comunitários bem-sucedidos
Este apelo foi feito no final de uma missão oficial dedicada ao acesso à água potável e ao saneamento.
O sr. Pedro Arrojo-Agudo é o Relator Especial sobre os direitos humanos à água e ao saneamento. Estes especialistas são denominados Procedimentos Especiais do Conselho dos Direitos Humanos – um grupo de especialistas independentes, nomeados pelo Conselho, que atuam de forma voluntária e não são funcionários da ONU.
A garantia de água potável e saneamento para todos é um direito humano fundamental e está no centro do 𝐎𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐒𝐮𝐬𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝟔 (ODS 6) da ONU.