O compromisso com a verdade, a dignidade humana e a democracia esteve no centro da celebração do jornalismo na Quinzena dos Direitos.
No dia 10 de fevereiro, três jornalistas guineenses foram distinguidos com o Prémio Jornalismo e Direitos Humanos 2025, promovido pelo Consórcio Casa dos Direitos, em parceria com a Cooperação Portuguesa e a União Europeia, no âmbito da 12.ª edição da Quinzena dos Direitos.
Os premiados desta edição foram:
Aminata Seide – Rádio Djumbai FM
Adelina de Barros – Jornal Nô Pintcha
Lamine Mané – Rádio Galáxia de Pindjiguiti
Foram reconhecidos pelo seu compromisso em dar voz às comunidades, denunciar injustiças e promover a dignidade humana.
Durante a cerimónia, várias personalidades destacaram a importância do jornalismo livre na construção de uma sociedade mais justa:
- Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou para os desafios profundos enfrentados pelos jornalistas: precariedade laboral, falta de meios e dificuldades financeiras.
- ACEP reforçou a necessidade de proteger o espaço cívico e fortalecer a democracia.
- ONU sublinhou que o jornalismo tem sido essencial para denunciar injustiças, dar voz à comunidades marginalizadas e inspirar políticas inclusivas
- UE lembrou que os jornalistas são defensores dos direitos humanos e apelou a medidas concretas para proteger a liberdade de expressão.
- Portugal destacou que informar com rigor e humanidade é um ato de responsabilidade e compromisso com os direitos humanos.
Importa destacar que as jornalistas Aminata Seide e Adelina de Barros participaram, em julho de 2025, numa formação especializada sobre prevenção da violência e identificação de discursos de ódio durante o período eleitoral, organizada pelo Sistema das Nações Unidas na Guiné-Bissau.
A cerimónia reafirmou o papel essencial da imprensa livre na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento da democracia na Guiné Bissau.
Que este reconhecimento seja inspiração para continuar a informar com coragem, ética e humanidade.
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