Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina
06 fevereiro 2026
No Dia da Tolerância Zero à MGF, reforçamos o apelo por compromisso e ações sustentáveis para proteger meninas e mulheres da Guiné‑Bissau e do mundo.
Hoje assinalamos o Dia Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina, sob o lema “Rumo a 2030: Não há fim para a MGF sem compromisso e investimentos sustentáveis”.
A mutilação genital feminina (MGF) é uma grave violação dos direitos humanos, com consequências físicas, psicológicas e sociais ao longo de toda a vida. Globalmente, mais de 230 milhões de meninas e mulheres vivem com os seus impactos.
Na Guiné-Bissau, estima se que 400.000 meninas e mulheres tenham sido submetidas à MGF, com taxas alarmantes de prevalência em Gabú (96%), Bafatá (87%) e Quinara (59%). Sem uma ação acelerada, metade das meninas poderá estar em risco nos próximos anos.
Pôr fim à MGF exige investimento sustentável e de longo prazo, nomeadamente em:
• Educação das raparigas, garantindo que todas têm acesso às oportunidades e ao conhecimento necessários para decidirem sobre o seu próprio futuro.
• Empoderamento de adolescentes e jovens, fortalecendo a sua capacidade de questionar práticas nocivas e promover a igualdade de género.
• Transformação das normas sociais, através do trabalho com comunidades, líderes religiosos e tradicionais, famílias e agentes locais, para mudar atitudes e comportamentos.
• Amplificação das vozes das sobreviventes, assegurando que as suas experiências orientam políticas e ações comunitárias.
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Antes de se juntar à RCO, a Sra. Da Moeda Mendes trabalhava para a MINUSCA, a missão da ONU na República Centro-Africana desde 2019 como Oficial de Informação Pública (Assistente Especial) encarregue da formulação do orçamento, monitorização e coordenação das actividades de comunicação dentro da divisão de Comunicação Estratégica e Informação Pública.
Trabalhou durante 8 anos para a UNIOGBIS, como Oficial de Informação Pública responsável de promover a visibilidade da missão, apoiando e reforçando o papel e o envolvimento de jornalistas, especialmente mulheres, no processo de consolidação da paz no país.
Iniciou a sua carreira na Guiné-Bissau na Cruz Vermelha da Guiné-Bissau, como Oficial de Comunicação, a partir de 2010-2011.
Juelma Karine tem uma especialização em Relações Públicas da Universidade Russa Amizade entre os Povos (RUDN). Tem também formação em Política Pública pela Universidade da Califórnia Berkeley, programa de liderança promovido pelo Governo dos Estados Unidos da América. Ela é fluente em português, inglês, russo e francês.